wiggles
   "DÁ UM PLAY AÍ, MACACO!"

Há exatamente uma semana atrás ocorreu o evento que mudou totalmente o rumo de minha devassa vida... Tá bom, isso é mentira... mas que foi muito maneiro foi!

O que prometia ser mais uma manifestação insossa “Fora Armênio!” se tornou em uma das maiores revoluções que nossa humilde FND já teve nos anais de sua história (Pra quem não sabe, FND = Faculdade Nacional de Direito, o Direito da UFRJ).

A rixa dos estudantes contra o tal Armênio, o diretor da FND, não é tão recente... Desde semestre passado estão ameaçando o homem. E as acusações são diversas. Desde perseguição política de alunos (cujas notas saíram erradas – aham! – ou os diplomas não foram feitos) à contratação não empossada de 14 professores muito bons, que foram substituídos por um bando de meia-bundas zé-roelas! Já tão tentando afastar o cara desde que eu entrei na faculdade, mas assim como chiclete na cadeira de cinema, ele grudou na nossa bunda nos seguiu até em casa e melecou o lençol da nossa namorada (caso real, não ri não!).

Queria frisar que eu NÃO participei de nada que ocorreu! Infelizmente... Quando começou a confusão eu já estava na segurança e entre a presença dos conformadinhos da PUC (que parece que só se rebelam quando desligam o som da choppada... Continua pagando o olho da cara todo mês, playboyzada!). Ainda assim, acho que ninguém imaginava que ia acontecer algo tão estrondoso... O começo da manifestação (lê-se, quando eu ainda estava lá) se iniciou com poucas pessoas e um tanto pacífica. Quando eu saí é que a gritaria começou... E como sempre nessas confusões, surgem vozes misteriosas que começar a cantar “Vamo invadir!”

E invadiram!

Tiraram o Armênio a socos e pontapés da sua sala. Este, escoltado pela polícia federal (os PMs sendo expulsos do prédio pelos alunos por não terem jurisdição foi um show à parte!) se viu cercado e saiu do prédio cheio de medo, entrou em seu carro (cuja marca eu não me lembro, mas eu sei que era fodão!) e teve seu veículo também agredido por estudantes revoltados! Nosso colega Roberto, que nunca foi de levantar a voz e sempre aparentou uma tranqüilidade budista, saiu com o retrovisor em uma mão e sinais indecentes em outra!

Aí a FND virou um símbolo da luta estudantil! Ocuparam a sala do diretor, ligaram a TV e pediram pizza! Todo mundo no conforto encarpetado e com o ar condicionado ligado no máximo!

As festividades seguiram noite afora, com o “Rappel da madrugada”, mais uma vez trazido por ninguém menos que Jesus. Ah, naquela noite, a FND também virou pensão, com pelo menos 4 pessoas conhecidas minhas dormindo de um dia pro outro no gabinete do Armênio! Que beleza!

Meus cumprimentos especiais ao grande amigo João “Cabelo” Raphael. Símbolo da revolução, que com seus cabelos compridos e jeito meio zen, esculhambou a FND inteira! Fez rappel, dormiu na sala do Armênio, deu uns pegas na Tia Alice e ainda assim não teve seu rosto publicado em jornal nenhum! Você merece mais, querido Cabelo!

Para os mais curiosos sobre a parte técnica, taí um pedaço da matéria que saiu no Jornal do Brasil no dia seguinte à revolução:

Mais de 200 alunos do curso de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Centro, passaram todo o dia, ontem, dentro do gabinete do diretor do curso, Armênio Albino da Cruz Filho. Sem terem obtido a resposta que esperavam - o afastamento de Armênio - por ação da reitoria, os estudantes decidiram dormir na sala do diretor. Cerca de dez agentes da Polícia Federal e policiais militares foram chamados para conter um possível tumulto, por volta das 11h, quando a ocupação começou. No fim da tarde, os policiais foram embora. Segundo alunos, o diretor do curso deixou o gabinete logo pela manhã, sem ser visto pelos manifestantes.

De acordo com o diretor do Centro Acadêmico do curso de direito, Rafael Amorim, Armênio vinha promovendo uma direção arbitrária, além de perseguir politicamente alunos contrários a suas medidas.

- As notas somem e muitos não conseguiram se formar por serem contrários a ele. Foram 14 professores concursados, 12 adjuntos e dois assistentes, que ele não empossou. Enquanto isso, contrata 50 substitutos apenas pelo currículo. Temos pessoas sem qualificação, que não sabem falar português, tentando ensinar direito - denuncia Rafael, que anuncia para hoje uma visita dos alunos ao Conselho Universitário.

Depois de passarem parte da tarde na ocupação do gabinete, quatro alunos se organizaram e formaram uma comissão para negociar com o reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, o afastamento do diretor. A assessoria de imprensa da universidade informou que a reivindicação dos estudantes deverá ser difícil de ser atendida, já que faltam dois anos para o fim do mandato de Armênio.

- A faculdade teve um prejuízo de R$ 700 mil por causa da gestão dele. Uma comissão de sindicância da universidade recomendou seu afastamento. Só saímos daqui quando ele deixar a diretoria - argumenta o diretor do Centro Acadêmico.

A crise da unidade gerou uma ação judicial contra a diretoria, proposta pelo Ministério Público Federal, no início do mês. Segundo um dos professores concursados, a contratação vem sendo ''boicotada'' pela direção da faculdade, que estaria enviando os processos de admissão para a reitoria sem os documentos exigidos. Outra conseqüência denunciada por alunos é a dificuldade para que seja montado um curso de pós-graduação, já que faltam professores doutores. A UFRJ é uma das poucas universidades federais do país cujo curso de direito não tem mestrado. Em outro protesto, contra a direção, o professor titular Leonardo Greco acusou Armênio de desrespeitar a Lei de Diretrizes e Bases ao não democratizar sua gestão. Segundo ele, o dirigente não mantém reuniões freqüentes dos órgãos colegiados.


"Vou invadir a sua sala,

e por sua cabeça a prêmio!

Fora Armênio! Fora Armênio!!!"


E por falar em UFRJ, é sempre triste quando cai a ficha de começo das aulas. E a ficha caiu na hora que passou pela primeira vez esse ano a famigerada lista de chamada do professor Ângelo. Você fica pensando: "Começou tudo outra vez..."

Mas algumas surpresas são o suficiente para alegrar o coração! Que diga nosso velho amigo Rollemberg, cujo suado dinheiro reformou o "Coração de Maria", bar e restaurante que nos acolhe nos intervalos entre aulas. Fiquei surpreso com a nova infra estrutura de suas moderníssimas instalações.

Tigrão, o Pincher mascote do bar já deve estar comendo ração da boa e da melhor! Tá até rejeitando as sobras que caem no chão! Isso quando ele não tenta arrancar nossos dedos quando oferecemos um cafuné naquele bichano minúsculo e orelhudo!

Deus abençoe o "Coração de Maria"! E que continue tocando a erudita programação da Nativa FM!



 Escrito por Augusto às 22h47
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   MEDO DO DESCONHECIDO?!?

Gostaria primeiro de me desculpar a todos os meus 4 leitores pela falta de atualizações recentes no blog. É que eu realmente estou tendo pouco tempo para escrever alguma coisa. Fico o dia inteiro fora de casa e mal entro no computador. A única oportunidade que eu tenho de escrever alguma coisa é de 6ª a Domingo. Sem chance nos outros dias da semana.


Estou há algum tempo pra falar do tal “caso da barata”. Adivinha, pessoal! Hoje é o dia! Soltem os fogos de artifício!!! A estória é bem bobinha, pra falar a verdade.

Estava eu como sempre de carona com a Burna (“...se ela for, eu vou!”). No carro estava a ilustre Anitcha e duas outras amigas da Burna que eu não conhecia. Aliás até o final desse parágrafo eu vou chamar a Burna de Cristina, simplesmente porque ela odeia! Estávamos todos ainda perto da casa da Cris quando uma das amigas dela calmamente falou: “Ih, Burna, tem uma barata aqui”. Cristina, exasperada, diz: “Ai, meu Deus, onde?”. E a garota, ainda em tom calmo: “Bem aí do seu lado...”

Sabe aqueles filmes que mostram teletransporte? Tipo “A Mosca”? Que o cara tá em um lugar e de repente vai pra outro? Pois então a Burna se teletransportou do lugar de um calmo motorista no banco do lado para um ser gritante fora do carro. Agora eu não sabia mais o que fazer como co-piloto (eu sempre ando no banco da frente do Burnomóvel por razões higiênico-psicológicas). O carro tava parado no sinal verde, com a motorista do lado de fora, vestida nos rigores da última moda, gritando sem controle, os carros buzinando e até o momento, nenhum sinal de barata nenhuma (devo lembrar que estava sem óculos, portanto, cego).

Coube a Anitcha pular para o banco do motorista e guiar o carro (agora só pilotado por eu e ela, os dois únicos corajosos) até o posto mais próximo, para abri-lo e tirar a pobre baratinha de lá, sem complicar todo o trânsito de Botafogo.

Agora começava a procura pela tal barata. Eu, com o jornal enrolado na mão, no escuro, completamente cego. Anitcha virou meus olhos. Ela dizia: “A barata tá ali!” e eu batia com o jornal freneticamente na direção que ela mandava. Os resultados não eram muito satisfatórios. Somente quando a bichinha (a barata, não a Anitcha) foi para o vidro traseiro, para logo depois entrar dentro do porta-malas é que eu pude ver sua silhueta contra a luz e vi o motivo de tanto desespero. Nas palavras de meu velho amigo Matosito, era um “chinelo com perninhas”!

Abri o porta malas, que oferecia uma visão melhor que dentro do carro por causa da luz lá dentro. Não encontramos o “skate com asas”. Foi quando Anitcha gentilmente (na base dos gritos e palavrões) me mostrou o ser asqueroso na lanterna traseira e... Whack! A bicha voou longe com a porrada de jornal. Burna, lembrando aqueles momentos onde a multidão das arenas romanas apontava seus polegares pra baixo, gritava : “Pisa nela, Wiggles, pisa nela!!!”. Eu olhei a coitadinha no chão e piedade tomou conta de minhas ações. Afinal, que culpa o indefeso animal tinha se o estado do Burnomóvel é um lixão? A barata tava com fome, cheirou aquela porcaria toda e naturalmente foi pra fonte de alimento... Mas os clamores eram muitos. Acabei esmagando a pobrezinha.

Tá aqui uma parada que eu nunca contei... Mesmo depois de pisar na barata, ela ainda saiu rastejando... Procurando o bueiro mais próximo, onde, nas paredes estivesse escrito “LAR”.

“...sometimes you ought to go where everybody knows your name... And they’re always glad you came…”


Uma nota menor:

Pude perceber que nossa querida amiga Chuí tem melhorado muito sua direção no trânsito. A ponto de achar que bate pega. Eu disse “achar”???

Numa dessas noites depois da PUC, ela me trouxe pra casa e tentou mandar um pega com uns malucos (segundo ela, do clube dos “danadinhos”). Ficava piscando o farol atrás deles, acelerando no sinal e fazendo mais palhaçadas. No final, Chuí teve que fazer uma evasiva à esquerda e os “danadinhos” continuaram reto. O que pareceu é que a polícia foi atrás dos caras... As autoridades estavam ali na esquina, esperando algum otário que passasse correndo... Os “danadinhos” foram esses otários...

Essa observação foi só mesmo pra dizer que a Chuí dirige pra cacete!!! Nada mal pra quem não conseguia nem passar a terceira marcha direito... Valeu, Chuí!


Na próxima algo mais sério: a Revolução na FND!



 Escrito por Augusto às 09h57
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   ALERTA DE PIADA INTERNA!

Leia o que alguns críticos estão dizendo sobre o filme "A Paixão de Cristo":

Nos Cinemas!



 Escrito por Augusto às 23h00
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   "THE COMPANY SENT US A GODDAMN ROBOT!"

Estive doente esse fim de semana. Ia ver “A Paixão de Cristo” mas nem deu pra sair de casa, me subjugando às opções da vídeo-locadora mesmo... Acabei alugando um “lançamento” e decidi escrever um pouco sobre ele aqui.

Virou moda entre diretores que já foram certa vez extremamente talentosos relançarem seus grandes clássicos em forma de “Edições Especiais” ou “Versões do Diretor”, principalmente depois do caso “Lucas” de 1997. Na maioria das vezes, para os entusiastas desses filmes, essas versões não passam de deturpações do material original criadas para tirar um pouco mais de dinheiro dessas galinhas dos ovos de ouro... Eu me incluo nesse grupo de entusiastas.

Há algumas exceções, é claro... Veja a nova versão de “Apocalypse Now” (entitulada “Apocalypse Now Redux” = “Revivido”) e comprove... Embora pareçam lentas, as novas seqüências incluídas (53 minutos no total, adicionados às 2 horas e meia da versão original) estão longe de ser engodo inútil... Pra falar a verdade, a maioria adiciona mais mistério à trama do filme, e explica as diversas situações das partes envolvidas na guerra do Vietnã. Cenas muito boas foram recolocadas no filme, como a da francesa e o capitão (“...there  are two of you... Can’t you see? One that kills and one that loves…”), o reencontro com as coelhinhas da Playboy (“Lance... That was somebody’s son!”) e qualquer cena adicional com o Coronel Kurtz… Se eu pudesse colocar minhas mãos na versão pirata de 5 horas que dizem que circula por aí...Sfortunatti!

Mas acabei colocando minhas mãos (que saíram cheias de gosma) na nova versão do diretor Ridley Scott de sua altiva obra de 1979, que quebrou as barreiras entre ficção científica e suspense: “ALIEN – o 8º passageiro”.

E vocês devem estar pensando: “Lá vai ele de novo...”.

Scott não é desconhecido no clube dos “relançadores de filme”. No começo da década passada ele relançou seu outro clássico “Blade Runner”, relançamento este que foi muito elogiado pela crítica. É realmente um desses que “melhora” o filme original. Scott não foi tão bem sucedido com seu querido alienígena. Aliás, essa versão nova de “ALIEN” estava prevista para estrear no Brasil ... Eu vi até pôster em alguns cinemas. Mas em cima da hora a Fox infelizmente amarelou e resolveu lançar numa versão direto pra DVD. A nova versão muda algumas coisas “sagradas”, as quais não deveriam ser mudadas. Putz, o filme é até mais curto que a versão original! O cara cortou mais do que adicionou.

Pra começar com a decisão mais contestada: a inclusão da famigerada “seqüência do casulo”. Para quem não sabe do que estou falando, deixe-me alumiar as trevas de vosso desconhecimento. Os escritores da estória (Dan O’Bannon e Ronald Shusett) queriam inventar uma criatura que fosse letal desde seu nascimento. A reprodução dessa criatura dependia intrinsecamente da morte de outra (lê-se nós).

O ciclo de vida do Alien, em sua concepção para o primeiro filme começaria a partir de ovos, que, ao sentir um possível hospedeiro se aproximando, libertam um parasita que gruda na cara da vítima e insere um embrião em sua cavidade torácica. Mais tarde, esse parasita cai e morre, deixando o hospedeiro sem noção do que ocorreu, e quando esse menos espera, uma pequena criatura rompe de seu peito, matando-o. Essa criatura (o design do Alien como vocês conhecem hoje) seria uma espécie de “lagarta”, que só precisa se alimentar e se transformar em uma eventual “borboleta”. Há uma pista desse ciclo no filme quando você vê o alienígena lá pelo final, todo encolhido, não querendo mais nada com ninguém, sua baba vira uma gosma nojenta, como se a criatura estivesse pronta para sofrer uma metamorfose e virar essa “borboleta” (seria uma visão totalmente diferente do que temos hoje na mitologia criada pelos filmes). No roteiro original, Ripley (a protagonista do filme) encontra as vítimas do Alien grudadas por uma gosma na parede. Uma delas se transformando em ovo (o estágio inicial do ciclo do bicho). Essa cena não foi incluída na versão original do cinema, mas agora, está na “versão do diretor”. O genial James Cameron, que fez a continuação do filme: “ALIENS – o Resgate”, se aproveitou da ausência de tal cena no filme original para inventar um novo estágio no ciclo, na minha opinião, bem melhor do que a idéia concebida de início. Em seu filme, os ovos são explicados com a presença de uma Rainha (e que bichinha linda ela é!) e a “sociedade” Alien é comparável a uma colônia de abelhas ou formigas.

Ufa! Biologia Espacial 101!

Com a “seqüência do casulo”, Scott contradiz todas as continuações (é como se ele, depois de 25 anos, mostrasse o dedo do meio para os outros filmes). Eu não me importaria se os outros fossem fracos... Mas eles não são! Além desse dilema fútil de minha parte, o filme está realmente adaptado para os espectadores jovens de hoje, que querem ver mais ação e menos construção de suspense, usado tão bem no corte original. Várias cenas que eram longas e ajudavam a fazer você sentir claustrofobia e apreensão, estão encurtadas, minimizando esse efeito.

Scott mantém alguns mistérios que enchem a cabeça dos fãs há anos, mas também desmistifica outros. Ele não nega nem afirma se o Alien realmente estupra ou não a Lambert antes de matá-la. Mas ele definitivamente mostra que o bicho não infecta o gato (agora ele joga o felino bem longe).

Para finalizar (finalmente!), só me resta recomendar o aluguel do DVD, que possui as duas versões do filme para quem ficou curioso e nunca tinha dado uma chance para ver essa pérola. E para quem já viu, sobra a oportunidade de conferir a versão nova.

Não se deixe enganar... O filme não se concentra em Alien algum. Mas sim nos 7 tripulantes (cujos nomes eu sei de cor): Kane, Brett, Dallas, Ash, Parker, Lambert e Ripley e suas relações quase Marxistas dentro da nave Nostromo (que é uma refinaria/cargueiro espacial), que são postas à prova quando se deparam em uma situação de risco de vida… Mas é melhor eu parar por aqui se eu não quiser deixar esse post o dobro do que já está aí.


Vi também um dos primeiros filmes escritos e dirigidos por Peter Jackson, diretor da trilogia “O Senhor dos Anéis”, o homem que ganhou o Oscar de melhor diretor do ano. O filme se chama “Fome Animal” e é considerado (com razão) um dos filmes mais sangrentos de todos os tempos. Só em 1 hora e meia de filme, há muitos desmembramentos, mordidas que arrancam nacos de carne, explosões de pus (que são engolidas), faces que se decompõem, costelas, escalpos, corações, bochechas e lábios arrancados e dilacerados, um pastor alemão (o cachorro) engolido em uma bocada só (o título desse filme em espanhol é "Tu madre se ha comido a mi perro!"), seringas enfiadas na narina, olhos saindo das órbitas, genitais arrancadas com a mão, impalamentos de diversos tipos, sexo entre zumbis, um bebê zumbi, pulsos cortados com tesouras de costura, gente explodindo, liquidificadores e cortadores de grama moendo tudo o que vem pela frente e o que é pior... Romance clichê! Argh! Mas não fiquem tão chocados... O filme é engraçadíssimo (principalmente por causa do sotaque neozelandês)! Recomendo para os que não tem frescura.



 Escrito por Augusto às 13h57
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   A PAIXÃO DE CRISTO

Se há uma coisa que eu posso afirmar com certeza é que eu estou cercado de acontecimentos insólitos e pessoas fora do comum! Ainda bem! Principalmente porque eu sou parte das pessoas com quem convivo, e um tosco de marca maior! Mas semana passada, algo aconteceu na minha querida FND (o CACO, faculdade de direito da UFRJ) que entrou para os anais (com trocadilhos) da mesma e está cotada para levar o título de coisa mais estranha do ano.

Já era conhecida na nossa sala a paixão de Ian, apelidado carinhosamente de Jesus (devido aos seus cabelos longos, seu jeito sereno de falar e sua barba) pelo esporte do Rappel. Para completar, também já era sabido seu sonho de descer os andares da FND com uma corda amarrada na cintura... Pois semana passada, Jesus pôde concretizar seu projeto há tanto tempo planejado, e quando eu digo “há tanto tempo”, quero dizer uns 6 meses. Com a autorização do diretor (o sempre incompreendido Armênio), Jesus chegou de manhã com todo seu material de rappel. Após a aula de sociologia, foi direto para o telhado amarrar a corda em uma pilastra que convenhamos, parecia prestes a cair... Mas até aí, tudo bem... A faculdade inteira sempre parece prestes a desmoronar!

Nesse meio tempo, os curiosos de outras salas, saiam de suas aulas para observarem o curioso feito que estava quase se desenrolando. Alguns, como meu amigo veterano Rodolfo (que ironicamente ganhou fama com o blog “Jesus na Cova”) ficaram traumatizados com certos aspectos da organização. De seu relato, se referindo ao Jesus: “Porra, saio da sala e dou de cara com um maluco com o peito cabeludo passando na minha frente... Minha manhã tinha sido estragada!”. E ao dizer isso, foi para casa puto da vida, mas não se sentindo envergonhado. Outras pessoas começaram a perder a paciência com a demora (Jesus, muito profissional, esperava a assistência dos bombeiros por questões de segurança) e começaram a cantar em coro coisas como “PU-LA! PU-LA! PU-LA!” ou o menos educado, mas não menos engraçado: “CHÃO, CHÃO, CHÃO!”. Foi nessa hora que me assustei com outro colega meu (o sempre muito espirituoso Rollemberg) quando ele encostou no corrimão (do 4º andar) e falou: “Aí, Dudu, vou roubar a cena! Vou pular! VOU PULAR!!!”. Felizmente, nada aconteceu.

Quero dizer, nada de trágico! Porque veio um maluco lá, encheu o peito e tirou a corda antes do espetáculo acontecer... Diante de vaias, nosso querido amigo Mateus tentou acalmar o cara (que provavelmente nem desconfiava que o próprio Armênio autorizara o show) que botou o dedo na cara do aluno e começou a gritar: "Eu sou coordenador! Eu sou coordenador!!!”. Tudo bem, cara! Mas agora bota a corda de novo no lugar...

E depois de cerca de 1 hora de espera, lá vai ele, sublime! Jesus, concretizava seu sonho e descia os andares como uma aranha aleijada, porém saltitante, sob uma chuva de aplausos... Agora que tinha visto que era seguro, da segunda vez, começou a fazer gracinha... Ficou de cabeça pra baixo, deu tchauzinho, mandou beijinho pro Danilo e piscou o olho (da cara mesmo) pra coordenadora Maria da Penha (a “cabelos de fogo”), que estava no 3º andar...

Lá pelas tantas, uma garota lá da sala quis descer também, só que, como não tinha proteção divina, fez um rappelzinho do 1º andar mesmo... Foi comoção geral... Os homens gritavam, “Agora desce de saia!” e outros elogios menos polidos. Ao todo, mais uns 3 caras desceram... Ninguém lá da turma além do Jesus e do Danilo teve coragem de descer aquele negócio, V.H.N. incluído.

No final, tudo saiu certinho e serviu pra quebrar a rotina “aula-aula-bolinho de carne- aula” de sempre...

E que vontade de fazer aquele negócio quando o Jesus me chamou... Que vontade! Talvez da próxima eu arrume um pouco mais de coragem!


E por falar em feitos históricos, vale a pena mencionar da odisséia percorrida por mim e o grande Nérison “Rei de Gondor” Neri (que desse dia em diante passou a se chamar “Nérison Nicholson-son-son-son...” – nem pergunta!) também na semana passada, quando o professor da última aula faltou. Semelhante ao caso do Jesus, já era conhecido o sonho de Nérison (Nicholson-son-son-son...) de andar da PUC até a praia do Flamengo. E não é que a gente (quase) fez isso mesmo? Até eu me surpreendi com minha própria força de vontade, paciência e falta do que fazer! Eu digo que “quase” porque, duas horas de caminhada depois, a gente tava ali no metrô de Botafogo quando o Nérison se lembrou da capoeira e saiu correndo, e eu aproveitei para pegar o metrô ali mesmo...

Ainda estamos aguardando a próxima falta de qualquer professor mais vagabundo para tentarmos de novo atingir nosso objetivo da praia do Flamengo... Sempre em mente das paradas estratégicas nas padarias para reabastecer com suco e salgadinhos de ricota e presunto...



 Escrito por Augusto às 20h32
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   DEU NO JORNAL

Lia sossegadamente a revista “Programa” do JB essa sexta e vi uma matéria sobre o cara mais maneiro da Tijuca, figuraça presente durante minha pré-adolescência, dono de uma das lojas mais queridas do bairro, “self-made man” e fã de filmes de terror da Hammer Studios: Marquinhos. O motivo da matéria é que a “Gibimania”, lugar de gente que não tem mais nada o que fazer além de ler gibi e jogar “Magic” (eu só ia lá por causa dos quadrinhos, nunca gostei de RPG) está mudando de endereço... Já era tempo! Embora a lojinha da rua Jurupari (que tinha uns 2 metros quadrados) era aconchegante, um lugar um pouco maior já estava sendo requisitado há anos, pelo menos pros clientes conseguirem circular lá dentro...

Ainda me lembro de meus tempos de São Bento, todo sábado marcando presença no local, comprando tantos gibis de “X-Men” e “Wolverine” quanto meus braços podiam carregar... Chegava uniformizado e era recebido com aquele sorriso cheio de dentes tortos, mas muito simpático, gritando “São Bento!!!”, e eu muito envergonhado respondia “Fala, Marquinhos...”. Aí embaixo está a matéria na íntegra.

O point dos quadrinhos

Alguns desavisados podem bater com a cara na porta. É que o paraíso dos fãs de histórias em quadrinhos, a loja GibiMania, que funcionou por 15 anos na rua Jurupari, na Tijuca, se mudou para outra rua do bairro: a Conde de Bonfim - bem pertinho do antigo lar, é bom que se diga. O proprietário Marcus de Moraes Campos, no entanto, fez questão de não mudar muita coisa de lugar.

Os caixotes continuam anunciando as promoções, assim como as prateleiras, que enfileiram títulos por títulos. Tem opção para públicos de todas as idades. Desde o novo Homem-Aranha, da linha Marvel Knights, a gibis antológicos, como clássicos do Demolidor, de Frank Miller, e revistas dos seriados da década de 60, como Túnel do tempo, Perdido no espaço e Flintstones, da Editora Ebal. ''Compro muita antigüidade. Recentemente um senhor me vendeu uma coleção Tico-Tico, de 1911'', conta Marcus. Ele diz que a turma da nova geração, a partir de 14 anos, procura muito gibi americano, além de quadrinhos japoneses e RPG.

Loja GibiMania - Shopping 229, Rua Conde de Bonfim, 229, loja 204, Tijuca (2264-9752). De 2ª a sáb., das 11h às 19h.


Outra pequena surpresa que apareceu no jornal semana passada eu nem sei muito bem como descobriram... Quando cheguei na PUC já estavam com uma parte de um caderno de O Globo, mostrando uma propaganda de uma escola de dança que exibia uma garota muito semelhante à nossa pequena amiga “chocólatra” Nata Lee, que por acaso estuda na mesma academia... A discussão já tinha se iniciado entre o pessoal para saber se era mesmo ela, discussão essa que só terminou quando a pequena chegou e confirmou tudo, mas disse que não tinha mostrado porque a foto estava tosca demais... Concordo, mas não é por causa disso que eu vou deixar de postar aqui para que todos vejam (afinal, esse blog serve para que senão mostrar coisas toscas?).

Os jocosos e inteligentes comentários ao lado da foto são colaborações da Burna.

A Nata Lee faz o "Baby Class", né?


E para os desavisados, estréia essa próxima 6ª (dia 19) o controverso filme “A Paixão de Cristo”, dirigido pelo próprio Maxwell Rockatansky. Com a data cada vez mais se aproximando, um estranho fenômeno também começou a aparecer em publicações: a crítica e até mesmo a humilhação sem piedade do filme... Aproveito essas críticas lidas por mim para publicar meus pensamentos sobre os assuntos abordados pelos jornalistas antes de V.H.N. ter visto o filme.

A primeira questão que gostaria de frisar é que o filme foi feito para não ter legendas, mesmo que seja todo falado em Aramaico e Latim... O desejo do diretor era expressar a estória através da emoção dos atores e encenação e música. E sinceramente, quem não conhece a estória da Paixão? Alguém aqui é tão desconhecido assim das Escrituras? Esse aspecto parece que foi ignorado pelos críticos, que reclamam dos enquadramentos e da atuação exagerada... Surpresa, críticos “profissionais”: ERA PARA SER ASSIM! A atuação e leitura das línguas mortas ficou obsoleta por causa das legendas, que só foram aprovadas pelo Sr. Gibson depois de muita reclamação do distribuidor e do público em geral. Pense que o filme foi todo feito com a visão da falta de legendas...

Sobre a violência, que alguns dizem ser excessiva, eu ainda não vi, então não sei se vai me incomodar. Mas devo dizer que não me sinto muito mal com filmes considerados violentos...

O filme, além de tantas outras coisas, tem sido acusado de ser anti-semita. Então porque os jornais e revistas estão escolhendo seus críticos judeus para falar do filme? Isso é sacanagem, né? Os caras já não simpatizam com o Filho do Homem, e ainda botam eles para criticarem um filme que põe parte da responsabilidade pela crucificação de Jesus de Nazaré nos sacerdotes “reacionários” da época. É óbvio que eles vão esculachar!

Mais uma coisa, e essa é específica para a Sra. Cora Rónai. Você está reclamando que o estúdio está fazendo merchandising do filme? Acho que você não entra muito em sites de filmes americanos, né? Qualquer filme tem sua parcela de merchandising. A 20th Century Fox não ia ficar fora dessa, não? Principalmente porque o filme se mostrou um monstro de bilheteria que ninguém esperava... E se a Sra. está reclamando do merchandising porque eles estão lucrando com a religião cristã, me faz um favor e dá uma olhada em algumas lojas católicas ou até mesmo camelôs da rua Uruguaiana e veja se não há o mesmo tipo de produtos como canecas, crucifixos e camisetas a venda para fiéis com um pouco mais de grana... A Sra. sabia que não tem muito tempo atrás (quando o Gibson ainda estava tentando arrumar um distribuidor para o filme) ele estava distribuindo pôsteres e cartões postais do filme de graça através do site oficial?

Para a minha opinião final sobre o filme, aguardem um pouco para uma pequena resenha quando eu for vê-lo. Talvez eu veja sentido nas coisas que esses críticos reclamaram. Talvez não. 



 Escrito por Augusto às 14h32
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   BIZARRO...

Eu adoro protetores de tela. Acho uma maneira legal de passar o tempo quando você não tem nada o que fazer, mas está sentado na frente do computador de qualquer jeito... Alguns são bons pra relaxar, outros fazem você querer parar tudo o que está fazendo no computador só para vê-los! Mas digo que com certeza 80% dos protetores que estão por aí são grandes porcarias... Perdas de tempo esteticamente horríveis que sujam não só sua tela, mas o disco rígido de seu computador também.

Já mencionei aqui no blog o “Marine Aquarium”, um tanque virtual que simula o mais belo aquário marinho que eu já vi na minha vida, recomendação ideal para quem adora aquários, mas não tem responsabilidade, tempo e principalmente o maldito dinheiro para ter um em casa (parece que eu resolvi ignorar o bom senso e não me satisfiz somente com o protetor de tela... Meu aquário ainda está a caminho...). Agora surgiu um outro que pode ser chamado de “aquário virtual”, mas com os peixes mais belos que existem no planeta: TUBARÕES!

Sharks: Terrors of the Deep parece que coloca uma câmera no oceano e transmite para sua tela imagens dos mais populares tubarões que existem. Do cação Anjo ao lindíssimo Grande Branco, são 11 espécies que podem ser escolhidas e colocadas para nadar na sua frente. Como esse programa ainda é a primeira versão, os gráficos ainda não são “foto realísticos” e custa US$15 para o milionário que quiser a versão “legal”, porque eu quero deixar bem claro que sou contra a pirataria! Não quero induzir ninguém a baixar “serials” e “cracks” (até porque como foi lançado na semana passada, ainda não encontrei um número de “crack” para destravar o programa completo... )

Um outro eu já conheço há quase 2 anos e acabou de ganhar uma versão nova. É simplesmente obrigatório para quem gosta ou só simpatiza com “Guerra nas Estrelas”. Posso dizer que, após vasculhar a internet toda (incluindo o site oficial) esse é o melhor protetor de tela sobre o assunto que Vosso Humilde Narrador já viu. Star Wars 3D Space Battles te joga no meio de conflitos de caças espaciais com as naves que tanto amamos contidas na Trilogia Sagrada (ou seja, a trilogia original 77-83). Essa nova versão inclui mais naves (vistas em “Retorno de Jedi”) totalizando 6 delas, incluindo a clássica Millenium Falcon. Também tem combates mais realistas e a presença da Estrela da Morte ao fundo... Se você é fã, você fica horas vendo as navezinhas se perseguirem e explodirem seus inimigos... E juro que terá orgasmos quando a Falcon entra no Hiperespaço... Essa versão é totalmente grátis e foi feita por um cara que faz vários protetores “não-oficiais” de filmes como “De volta para o futuro”, “Senhor dos Anéis” e “Matrix”. Todos em espetacular 3D! Visite o site dele aqui.


Ainda no assunto “Guerra nas Estrelas”... Eu posso ter falado mal da Lucasfilm Ltda. em posts anteriores. Eu posso ter duvidado da capacidade de Lucas de fazer um “Episódio III” sério e dramático. Hoje eu vi uma foto que me fez mudar um pouco de idéia... Ou melhor, me fez mudar muito de idéia... Não vejo algo produzido pelo Lucas tão bizarro assim desde que a cabeça do Belloq explodiu em “Os Caçadores da Arca Perdida”.

A foto em questão é Darth Vader após seu duelo com Obi-Wan no próximo episódio. Para quem não é tão fã, no final do “Episódio III”, o jovem Jedi Anakin Skywalker se volta para o Lado Negro da Força e se torna Darth Vader (mil desculpas se eu estraguei uma surpresa de “O Império Contra-Ataca”). Seu estado péssimo de saúde na Trilogia Sagrada é resultado do duelo com seu velho mestre Obi-Wan. “Ele é mais máquina agora do que homem... Desfigurado e perverso...” dizia Obi-Wan em “Uma Nova Esperança” sobre seu antigo pupilo...

É sobre mais ou menos isso que é a foto. Minha primeira reação foi de medo e nojo! Sério... É bizarra! Ainda não acredito que algo tão grotesco vai aparecer no final da nova trilogia, que até agora foi tão limpinha e plástica (se é que vocês me entendem...). Depois me deixei levar e comecei a imaginar o que diabos acontece para que aquele inocente rapaz (meninas, vocês se lembram daquele gatinho de “O Ataque dos Clones”?) vire algo assim... Bizarro! Caramba, depois de ver isso, se esse filme não for muito bom eu desisto de “Guerra nas Estrelas” pra sempre!

A foto está borrada aí no lado. Fiz isso para que ninguém ache que eu quero estragar a surpresa do filme ou para aqueles que têm o estômago ou coração fraco... Clique aqui ou na foto aí do lado para ver ampliada a imagem original. Não me responsabilizo por pesadelos.

Para mais fotos, use o mouse aqui.



 Escrito por Augusto às 21h24
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   MANUCU!

Em homenagem...

Aproveitei a sexta passada para passar um tempinho com minha amiga Burna (esse é o nome dela mesmo!). Apareci na casa dela para o já tradicional almoço e encontrei duas “insulenses” (para quem não sabe, pessoas que se escondem na Ilha do Governador) ainda por lá, uma muito pequena e a outra muito gostosa! Lembrei-as que a casa da Burna não é pensão, não! Só restaurante! Depois do almoço me juntei à Burna para irmos fazer vistoria em seu carro (apelidado de Burnomóvel).

Depois de algumas paradas não muito significativas pelo caminho, para encher o tanque do carro e encher o meu também (eu estava com muita sede), chegamos ao posto do DETRAN. Teste vai, teste vem, parei para admirar um Chihuahua muito bonitinho que estava no colo de uma velhinha até bem simpática... Após algumas tentativas mal-sucedidas da Burna de tentar fazer o Chihuahua me morder, ele até que se acostumou e deixou eu brincar com ele e até pegá-lo no colo . Sempre gostei dessa raça de cachorro... Culpa do meu desenho favorito quando mais jovem: “The Ren & Stimpy Show”. Aliás, eu não entendi ainda qual era o nome do cachorro... Juro que parecia “wiggles”, mas a velhinha repetiu pra gente umas 3 vezes e como nenhum dos dois entendeu, ficou “weebsa” (sic) mesmo...

Chegou a parte dos testes onde o cara começava a fazer várias perguntas pra Burna. Camarada também simpático, parecia um pouco com o Sr. Halloran do filme “O Iluminado”. Uma destas perguntas era “A senhorita já bateu com o carro?”. Burna, um tanto orgulhosa, encheu o peito e respondeu que não. Nunca! E estacionou o carro num canto para cuidar da parte burocrática.

Ao voltarmos, outro carro tinha estacionado do lado, dificultando uma saída mais rápida para o Burnomóvel. Falei meio que brincando: “A mulher aí do lado dificultou, hein, Burna?”. Ela, muito orgulhosa de sua vistoria perfeita, retrucou: “Que nada!”. Rapidamente engatou a ré e...BLAM! Bateu no andaime amarelo que passara desapercebido.

Após o choque da quase explosão, me virei de lado para ver a reação da pobre Burna... Devia estar quase chorando... Pelo contrário! Ela ria! Chorava de rir em cima do volante.

O Sr. Halloran, muito prestativo, vinha lá de trás já sorrindo para ver o que tinha acontecido... “Nunca bateu, né, Burna?”. Aí eu não agüentei... Comecei a gargalhar também... O andaime quase desmoronou e nos matou dentro do carro, com a queda do telhado, o Sr. Halloran também certamente teria um baita traumatismo craniano, e o Chihuahua não passaria de uma poça vermelha no chão. Mas ninguém se abalou... Os três riam com o buraco que tinha no pára-choques e a recente tinta amarela misturada com o azul do carro... Eram os três bobos-alegres se divertindo.

Burnos pra caramba!

 


Pv é o maior babaca!


Esse foi o post mais inútil até agora ou o quê?



 Escrito por Augusto às 21h04
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   TOP 5 #3

Em cada um desses "Top 5" eu tento falar sobre assuntos e coisas que eu gosto. Hoje é sobre uma das minhas taras maiores: DVDs. Compro bastante DVD... Não é pelo puro ato de consumismo, como fazem alguns. Não sou daqueles que acorda pensando "Quero comprar um DVD hoje!", chega na loja e compra qualquer porcaria que esteja na sessão de lançamentos.

Assim como todas as coisas que eu compro, eu faço questão de ter somente o que me interessa. Todos os filmes que tenho me causaram algum impacto e estão entre meus filmes favoritos. Nessa lista, tento mostrar os melhores títulos da minha coleção, avaliando cada um a partir não só do filme, mas pela qualidade da apresentação, e é claro, os extras.

5º lugar: Psicose

Esse foi um dos primeiros que eu comprei, da época dos primórdios do DVD no Brasil, mas ainda assim barra muita novidade por aí! A imagem é espetacular, mas infelizmente o som é mantido no sistema Mono original... Uma pena para os fãs da música de Bernard Herrman. Ainda tem uma galeria com umas 200 fotos, comparações de storyboards, o trailer original apresentado pelo próprio Hitchcock e uma “newsreel” da época sobre o lançamento um tanto incomum do filme. Mas a verdadeira estrela dos extras é um documentário supimpa de quase 2 horas sobre todos os aspectos da produção do filme: de Ed Gein aos cinemas!

4º lugar: Alien: Edição de 20º aniversário

Lançado em 1999, só chegou no Brasil uns dois anos depois. É admirável o que a Fox conseguiu colocar de extras num disquinho só! A transferência da imagem das fontes originais não é lá muito boa, mas o som é ótimo! Há um comentário muito legal do diretor Ridley Scott, galeria de imagens com os trabalhos de H.R. Giger, uns menus escondidos bem curiosos e faixas de áudio da produção (o som como foi gravado no set, sem efeitos ou edição) e só de música. Agora eu tô querendo a “Alien Quadrilogy”, que tem 2 versões de cada filme, documentários extensos, comentários e nada menos que 9 disquinhos!

3º lugar: Clerks: Uncensored

Algo que nunca chegará por aqui, “Clerks: Uncensored” é a compilação dos seis únicos episódios produzidos da série animada do meu camarada diretor Kevin Smith. Baseado em seu primeiro filme, “O Balconista”, esses episódios foram feitos para a televisão, mas cancelados devido à baixa audiência e ao desprezo por parte dos executivos da emissora ABC (ora, quem entendia mesmo os episódios eram os fãs dos filmes do Smith!). Há documentários, trailers, e introduções com Jay e Silent Bob, mas a maior atração são os comentários dos episódios, que como qualquer DVD do Smith, são simplesmente hilários!

2º lugar: “Star Wars” Episódios I e II

Não é grande surpresa que eu sou fã da saga “Guerra nas Estrelas”, e é claro que eu iria ter os dois únicos filmes da série já lançados em DVD (pelo menos até 21 de Setembro), mas não é por isso que eles estão aqui no Top 5. Esses discos são tão bem cuidados pelo George Lucas que ele faz questão que tudo esteja perfeito nesses bichinhos. Temos meio que um empate aqui entre eles. Ambos têm muitos extras, menus muito bem bolados e som e imagem perfeitos, mas o DVD do “Episódio I” tem extras melhores, enquanto o “Episódio II” é um filme melhor que o primeiro.

1º lugar: “O Senhor dos Anéis: Edições Estendidas 

Outro empate! Perceba que não estou falando das edições duplas que foram lançadas por aqui (nem comprei essas), mas sim das edições estendidas com 4 discos cada filme que passaram no cinema no Brasil por um tempo limitado antes da estréia do multi-Oscarizado “O Retorno do Rei”. Esses DVDs são espetaculares! Cada filme estendido chega a ter 3 horas e 40 minutos, sendo 2 discos pro filme e os outros só para documentários envolvendo desde biografias de Tolkien, a criação dos roteiros, estórias das filmagens, montagens de efeitos e a estréia nos cinemas. Os filmes tem 4 faixas de comentários cada e até as embalagens são algo digno de menção! Aguardo ansiosamente a edição estendida de “O Retorno do Rei” em Novembro (que muitos estão dizendo que tem mais de 4 horas de duração!).

Nota: Os links para as lojas não é para fazer propaganda de ninguém, mas sim para que vocês possam ver tudo o que os DVDs oferecem.



 Escrito por Augusto às 21h40
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   "A VICTIM OF THE MODERN WORLD... POOR, POOR GIRL!"

Hoje foi um pouco diferente.

Minhas aulas na PUC terminaram às 17:00 por motivos de força maior. Tranqüilo! UÊBA! Vou chegar mais cedo em casa! Como sempre, desfruto do serviço de ônibus do Metrô, que sai da Gávea e deixa na estação Siqueira Campos. Calma que já vai começar a parte que realmente interessa dessa sórdida estória.

Foi logo quando saímos do túnel para a estação Flamengo que o trem parou. Não bruscamente... Simplesmente parou como faz em qualquer estação, só que somente com os dois primeiros vagões juntos da plataforma (ainda bem que eu estava no segundo vagão). De repente o zumbido de baixa freqüência comum do Metrô, aquele que a gente só percebe quando é desligado, também parou. E cinco minutos depois algumas luzes e o ar condicionado deixaram de funcionar. Todos ainda estavam tranqüilos. A voz anunciou “Senhores passageiros, solicitamos sua compreensão, pois estamos enfrentando problemas técnicos. Obrigada”. Até aí tudo bem. Quem pega metrô todo dia já tá acostumado com tudo quanto é problema técnico. Mais alguns minutos se passaram e a correria dos agentes de segurança do metrô lá fora tava ficando intensa... Começaram a tirar as pessoas dos vagões lá de trás... A galera foi abrindo as portas à força mesmo, os agentes ocupados com outra coisa nos trilhos, bem na frente do trem. A voz da funcionária do metrô lá dentro tentava repetir (quase gaguejando) a mensagem dos “problemas técnicos”, que cada vez mais fazia menos sentido porque ela começou a enrolar várias palavras. O meu vagão ainda não tinha sido aberto quando os rumores já haviam começado, a maioria deles falando sobre alguém ter se jogado na frente do metrô. Não liguei muito e, quando abriram a porta, fui saindo do vagão porque o calor já tava insuportável lá dentro. Lá fora, uma multidão curiosa estava concentrada na frente do trem. Os rumores de um suicida se intensificaram. Tomei certa distância da multidão e cheguei mais pra frente, para tentar ver o que tinha nos trilhos. Havia dois agentes de segurança já lá embaixo, com lanternas. Começaram a anunciar que a estação Flamengo fecharia. Isso eu acho uma sacanagem! Começaram a nos pedir para se retirar e se virar pra ir pra casa... Ainda bem que eu sabia onde pegar ônibus...Outras pessoas não foram tão sortudas e se revoltaram (com razão) com o pessoal do metrô, que embora estivesse devolvendo o bilhete, não devolvia dinheiro e logo começou uma briga feia. Mas eu ainda não sabia qual era o motivo dos “problemas técnicos”.

Eu ando de metrô todo dia e posso afirmar que não há óleo pelos trilhos. Tudo bem que eu sou cego quando o assunto é longas distâncias, e embaixo do trem era bem escuro, mas eu nunca vi tanto “óleo” espirrado embaixo do vagão. Peraí... De repente os rumores faziam sentido... Aquilo era sangue! Olhando ao meu redor, na fila pra sair da estação, as pessoas só comentavam isso... Detalhe que 50% ficou na plataforma, se mordendo de curiosidade. Os outros subiram e foram embora. Foi aí que pude confirmar a estória do suicida. Além de todos falando o que viram, passou do meu lado duas garotas, meio em choque, com os olhos inchados e ainda cheios de lágrimas sendo escoltadas por agentes do metrô... Intrigante...

Atrás de mim, na fila, uma caloura de comunicação de certa faculdade ligava pra mãe pois não sabia como voltar pra casa dela na Tijuca. Muito cavalheiro, disse para ela como ela encontrava os ônibus para a Zona Norte e consegui arrancar dela mais uns fatos. Aparentemente ela estava no primeiro vagão e disse que assim que a plataforma da estação Flamengo apareceu, ela ouviu um grito de mulher e o trem parou. A maquinista saiu correndo do vagão para chamar os agentes de segurança, que começaram com aquela correria deles lá fora.

Cheguei em casa achando que ia ouvir notícias sobre o assunto. Minha mãe diz que não teve nada no RJTV... Entrei em vários jornais na Internet e o único que falava sobre o problema era o “O Globo”, noticiando isso e depois, isso (clica nos “issos” pra ver as notícias, ô mané!). Nada fala sobre uma pessoa caída nos trilhos.

Bizarro, não?!

Me sinto no meio de uma conspiração do Metrô-Rio para encobrir presenças de suicidas em suas instalações...


Ainda sobre o caso, me senti um tanto mal de saber que alguém acabou de tirar sua própria vida tão perto de mim... Prova o quanto o metrô é letal e pode ser considerado uma máquina de suicídio de R$ 1,88 (a não ser que você seja estúpido e compre o bilhete que vale dez passagens só para se matar).

O quanto esta mulher estava sofrendo... O que estava acontecendo com ela para que tomasse medida tão drástica? Acho que nunca saberei. Que ela esteja em paz agora.



 Escrito por Augusto às 22h15
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   "I'D LIKE TO THANK THE ACADEMY..."

Não preciso nem começar a explicar sobre o porquê eu não gosto tanto dos Prêmios da Academia... É claro que eles são considerados os mais respeitados prêmios de cinema de todos. Mas também depende de que tipo de cinema você está falando... Para Hollywood, ontem foi uma noite memorável.

Antes que qualquer hipócrita venha encher o peito e dizer que "...mas 'Senhor dos Anéis' é Neo-Zelandês, Hollywood não teve nada a ver com isso"... Por favor... O capital da trilogia inteira vem dos bolsos da americaníssima New Line Cinema e dos poderosíssimos Bob e Harvey Weinstein, donos da Miramax Studios.

O que eu quero dizer é que os "Oscars" são prêmios de Hollywood para parabenizar Hollywood. É um tapinha nas próprias costas... Puxando um saco dali, beijando uma mãozinha daqui... É assim que a coisa rola. É um marketing do caramba!

Sobre "Cidade de Deus", como um bom brasileiro, é claro que eu queria que ele levasse pelo menos um "Oscar"... Mas também como um bom brasileiro, eu no fundo, no fundo sabia que não ia ganhar nenhum. Não me julgue mal... O filme é excelente, mas vamos abrir os olhos mais um pouquinho... É um filme cuja linguagem e estilo são totalmente americanos... A estória é bem brasileira... Mas bota o filme no "mudo" e esquece as favelas... Você jura que tá vendo um filme americano. É com esse tipo de coisa que a Academia simpatiza. Só de ser indicado (indicações estas que devemos aos irmãos Weinstein aí de cima, que mantiveram o filme nos cinemas americanos mesmo depois de não ter sido indicado em nada ano passado) já significa que a indústria americana tá gostando do jeito com que o nosso cinema está caminhando. Se isso é bom ou ruim eu não sei dizer.

O fato é que eu acho que realmente "Cidade de Deus" merecia um dos prêmios. O de direção estava fora do páreo. Disputar contra o Peter Jackson e a minha favorita Sofia Coppola era difícil pro Meirelles (aliás, cadê a Katia Lund, que é co-diretora e foi ignorada?). Mas o de edição? Ganhou o "Senhor dos mil finais e edição tradicional dos Anéis"? E o Bill Murray? Que fez a performance de sua vida em "Encontros e Desencontros" e perdeu para Sean "filhinho de papai e viciado" Penn? Bem... Não será a primeira e muito menos a última vez que vemos injustiças nesses prêmios.

Quanto ao "Retorno do Rei" meus parabéns. É óbvio que a Academia resolveu presentear os três filmes juntos dando os prêmios para o último. Mas precisava ser tão descarado assim? De qualquer forma, nada mal para um diretor de filmes de zumbi... Parabéns aí neo-zelandezes e que a Força esteja com vocês... Sei lá como se cumprimentam na Terra-Média!


Hoje foi o primeiro dia de aula do 3º período de Comunicação Social lá da PUC. Sempre bom rever os amigos. Aqui vai o meu momento "Azi": Beijos para Burna, um bem grande pra Luciana, Anitcha, Nata Lee, Trakinas, Melina, Letucha, Erika e Telles (que eu não vi hoje mas sei que tavam lá) e é claro, pra Azi. E um abraço pro Pv, Nérison, Eduardo, Betty, Bob Esponja, Sorriso e Marcelo. A gente se atura até o final de Junho!



 Escrito por Augusto às 22h37
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