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QUEM AÍ GOSTAVA DO GORKO?
Acho que qualquer um que esteja lendo esse blog tem idade o suficiente para se lembrar de um dos desenhos mais populares de uns 20 anos atrás. HE-MAN! O desenho era visto por todos, todo mundo tinha os bonequinhos (o Pacato/Gato Guerreiro era o mais irado!) e todo mundo tinha visto a versão toscona que quase não tinha nada a ver com o desenho: “Mestres do Universo”, um filme com o Dolph Lundgren que passava sempre (e ainda passa) na Sessão da Tarde.
Mas só estou fazendo vocês vasculharem o baú de memória para falar sobre a nova versão do desenho, que passa no Cartoon Network e algo que me deixou confuso até agora... Responda rápido: Qual o nome do inimigo do Príncipe Adam?
Esqueleto, certo?
Errado! Aparentemente, segundo o filme e a nova série, o nome do cara é ESQUELETOR, com esse “errezinho” no final.
Tive que prestar atenção se diziam Esqueletor no desenho mesmo... Depois de confirmada a mudança, ainda não convencido, fui no IMDB, vi a ficha do filme e das séries e lá diz que é Esqueletor também. Isso me fez indagar minha sanidade (que já não é muito boa).
Ora, se todas as provas apontam o nome original da personagem como sendo com “erre” então será que no desenho original dublado também era Esqueletor? Tente falar para si mesmo a palavra. Se disser de uma maneira casual, o “erre” quase some. Pode ser que o nome já fosse esse 18 anos atrás e ninguém nem mesmo percebeu. Estamos falando o nome dele errado há anos ou os tradutores de antigamente mudaram para “aportuguezar” o negócio? Se desesperou agora, não?
Ridículo esse post... Mas é que eu odeio quando os heróis de minha infância sejam questionados (até mesmo por mim) depois de anos. Quebra o encanto!
E por falar nisso, estava vendo um episódio bem antigo de HE-MAN uns meses atrás e percebi o quanto moralista, mal-escrito e cafona a série realmente é! Não me leve a mal! Deus abençoe Eternia! Vocês sabem que esse blog é saudosista pra caramba! Mas não deu pra agüentar! A liçãozinha no final do episódio foi a gota d’água!
As porcarias que te empurram e você nem percebe quando se é criança...
Escrito por Augusto às 14h39
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MINHA VISITA AO SBT

Demorou pra publicar isso aqui, mas é que na verdade eu ainda estava esperando as malditas fotos que o Pv ainda tava me devendo. E qual é a graça de falar sobre essa visita sem ter fotos para esbanjar?
Pois é, pessoal, não é montagem não! O que vocês vêem aí nas fotos é real! E tudo graças à maravilhosa professora Sônia Miranda (pra quem não a conhece, eu estava sendo sarcástico!) que inventou esse trabalho maluco de ter que ir a uma redação de jornal, impresso ou não. Contatos foram feitos. Esperamos, esperamos e depois... Esperamos mais um pouco. Conseguimos dois conchavos em duas emissoras e tínhamos então duas opções: Visitar a TV Educativa ou a pouco famosa (estou sendo sarcástico!) Rede Globo. Adivinha qual nós escolhemos?
Porém, pensando melhor, escolhemos a errada... Agora a gente já tá até mal acostumado demais.
O grupo formado por Nérison Neri, Pv, V.H.N. e Eduardo (embora ainda haja algumas controvérsias quanto à nossa formação final – fora Luciana!) se dirigiu, se eu não me engano, no dia 6 de Abril para as portas da maior rede de TV da América Latina. Nem nós nem eles seríamos os mesmos.
O plano era o seguinte, eu e Neri iríamos assistir à reunião de pauta do pessoal do Esporte Espetacular enquanto o Eduardo e o Pv iriam para a gravação de um programinha sobre o Senna que está passando todo Domingo, apresentado pelo João Pedro Paes Leme.
Eu e Neri, um tanto putos por ter que assistir reuniões chatas, nos encaminhamos pra sala, onde, ao colocarmos os pés na soleira da porta, fomos recebidos pelo chefe da redação (sempre muito sarcástico!) que nos apresentou de seguinte maneira: “Pessoal, esses aí são uns alunos de Comunicação que estão fazendo um trabalho, eles vão assistir a reunião. Pega uma cadeira aí pro Jim Caviezel e o amigo dele!”
Foi meia hora rindo depois!
Acabou que demos até sugestões pro programa. Nérison Caviezel falou alguma coisa de futebol. Eu, com o pouco conhecimento de esporte que tenho, só pude fazer observações sobre o então mais recente acontecimento esportivo memorável que ocorrera: Rappel do Jesus na FND!

Depois da reunião (galera muito simpática) encontramos os outros dois colegas e descobrimos que João Pedro ainda não tinha chegado de São Paulo. Esperamos até ele dar as caras e começar a gravar as vinhetas no mesmo estúdio virtual onde gravam o Globo Repórter e afins. Aliás, conhecer alguns lugares que eu vejo todo dia na TV (e parecem quase irreais por causa disso) deu a toda experiência um ar terreno. Não fiquem achando que lá é a Fantástica Fábrica de Chocolates não. É um lugar de trabalho comuníssimo, habitado por pessoas também comuníssimas... E em sua maioria, muito legais!

Vimos a gravação, a cabine de direção e tudo mais. No final, “momento tiete” pra ninguém sair de mão abanando (e adivinha quem foi o cara-de-pau que tinha a coragem de sair chamando todo mundo pra fotinho? Sem ser sarcástico!). Daí saiu a foto que coroa esse post. Bonner estava no lugar errado na hora errada!
Dia 16 voltei lá pra ver a edição das chamadas especiais pras Olimpíadas que vão ao ar entre a novela das 7 e o JN (veja em Maio o “VT” da Daiane. Vi o negócio todo ser editado!).
Tá legal, nem eu sei porque publiquei isso, mas foi uma experiência muito legal... Só queria compartilhar... Só isso!
P.S.: Esqueci de mencionar as sempre presentes divagações (ou sonhos molhados) do Pv, que achava que ia encontrar alguém no corredor poderoso o suficiente que fosse com a cara dele e prontamente convidaria: "Quer um estágio?". Esse Pv e sua visão romântica do mundo!
Alguém mais além de mim acha o William Bonner parecidíssimo com o Pepe Le Gambá, clássico dos desenhos da Warner criado em 1945 pelo grande Chuck Jones?
E alguém mais acha que o Pernalonga fica sexy quando veste roupa de mulher e vira coelhinha?
Escrito por Augusto às 22h27
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"VINGANÇA É UM PRATO MELHOR SERVIDO FRIO."
--velho provérbio Klingon
Na última 6ª feira estava andando de volta do metrô pra casa quando, a uma
quadra de distância do lar, recebi uma ligação entusiasmada do amigo Betty (sim,
é um homem!). Dizia ele que estava rolando uma promoção do canal Telecine numa
tal de “internet” e que as cinqüenta
primeiras pessoas que respondessem uma simples pergunta ganhariam ingresso pra
pré-estréia exclusiva de um filme chamado “Kill
Bill Volume 1” (não sei se vocês já ouviram falar). Logo retruquei que
nunca ganharia tal promoção... Cinqüenta primeiros? Eu tava no meio da rua! Não
dava pra chegar em casa a tempo, ligar o computador, conectar na Internet e
passar pela burocracia de “cadastro Telecine” para ganhar o meu tíquete dourado!
Desliguei o telefone e continuei calmamente a caminho de casa, imaginando que os
ingressos já teriam evaporado como éter.
Cheguei
e pensei “Ora bolas!”, liguei o computador, entrei na página do Telecine (ainda
surpreso por ter o link da promoção) e chutei lá um nome qualquer na
resposta: Uma Thurman!
Já adivinharam o resto da estória, não? Foi fácil... Foi fácil até
demais!
O convite (clica aí do lado e veja que classe!) deixava o vencedor levar um
acompanhante. A (quase) primeira pessoa que pensei em levar foi é claro a fã nº
2 de “Kill Bill”. Aquela que de tanto me
ouvir falando, elogiando e puxando o saco do filme, não pode conter seu próprio
entusiasmo que virou ela própria uma fã. Estou falando de Litcha, irmã de nossa
velha e querida Chuí. E lá fomos nós dois (acompanhados também dessa última) 72
horas antes da estréia oficial, rindo a toa! Bobões pra nossa idade.
Eu ainda não acreditava que finalmente ia ver o filme na tela grande...
Esperava a qualquer momento um palhaço da Lumiere aparecer e falar que
o filme ainda não tinha chegado e não ia ter sessão. Só vou lhes dizer que ia
ter uma revolta destruidora no Cinemark se isso tivesse acontecido. Demorou uns
10 minutos para as luzes finalmente se apagarem, o logo da Miramax aparecer e
aquela música podrona de filmes antigos de artes marciais encher a sala dizendo
que o filme foi rodado em “Shaw
Scope”.

O cartão indicando a “Atração Principal” me fez lembrar trailers e filmes B
de 30 anos atrás. E finalmente, após 6 meses de espera, ouvia a respiração
ofegante da Noiva no escuro. O rosto dela aparece, chocando as pessoas mais
desavisadas. Bill fala, prepara a arma, a Noiva responde e recebe um tiro... “O 4º filme de Quentin Tarantino”. A
canção quase fantasmagórica de Nancy Sinatra tocava e ninguém na platéia fazia
um só barulho. Foi muito bom! Litcha saiu querendo ter uma espada samurai pra
sair cortando seus desafetos!
Algumas observações quanto a ver o filme com vários espectadores pela
primeira vez. O pessoal se mijou de rir! Nas cenas engraçadas e nas sangrentas.
Aparentemente entraram no clima de brincadeira. Perceberam que o filme não era
sério. Bom pra eles! Mas pude ver também que acharam que o filme deveria ter
continuado. É muito pouco tempo com a Noiva! E isso é uma reclamação geral,
principalmente de quem já viu o “Volume
2” também e sabe da estória toda.
Espero que tenha despertado a atenção de vocês para que queiram ver essa
pérola cinematográfica. Se não, lamento. Não deixe para alugar em DVD depois.
Esse é um dos raros filmes feitos para serem vistos em tela grande, dentro da
experiência coletiva de um cinema. Divirtam-se tanto quanto eu!
Esse foi meu penúltimo comentário sobre “Kill
Bill Volume 1”. Depois só escreverei se o filme resistiu bem aos cinemas
brasileiros. E para vocês que já viram e estão se mordendo pra saber mais um
pouco sobre o final da estória, veja o trailer do “Volume 2” clicando na foto aí embaixo.
Mas só entre lá se já tiver visto o “1”... Senão várias surpresas podem ser
estragadas!
Dê uma olhada também no post
abaixo para esclarecer dúvidas sobre o(s) filme(s).

"You're not a bad person. You're a terrific person.
You're my favorite person! But every once in a while... You can be a real
cunt!"
--Bill
Escrito por Augusto às 01h59
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O SOM VIBRANTE DA VINGANÇA
“I've immersed my body in the river of vengeance / And thrown away my womanhood, many moons ago.”
O lançamento do “Volume 1” finalmente se aproxima e antes que os críticos mais pessimistas comecem a encher a cabeça de vocês com conceitos errados sobre o filme, decidi cobrir as coisa das quais eles (provavelmente) mais vão reclamar. Além de responder a algumas dúvidas que vocês ainda possam ter, vou também falar minha opinião pessoal sobre o filme no final do post. E agora, para deixar todo mundo no clima pra 6ª feira, wiggles.zip.net apresenta: 10 perguntas (ou afirmações) e respostas sobre “Kill Bill Volume 1”!
“Kill Bill” é o 4º filme dirigido e escrito por Quentin Tarantino, diretor de clássicos cult modernos como “Cães de Aluguel”, “Pulp Fiction – Tempos de Violência” e “Jackie Brown” e escritor de outros filmes como “Amor à Queima Roupa”, “Assassinos por Natureza” e “Um Drink no Inferno”.
O filme conta a estória da “Noiva”, uma assassina profissional que decide fugir dessa vida quando descobre que está grávida de seu chefe, o Bill. Mas no dia de seu casamento (com outro homem), seus antigos colegas invadem a capela e chacinam todos. Bill, para finalizar, lhe dá um tiro na cabeça. Mas 4 anos depois ela acorda do coma (o tiro não a matou) e decide se vingar de todos que a fizeram sofrer. E depois que ela lidar com os ex-colegas, ela vai matar Bill.
- A premissa do filme é pouco original, hein?
Não é a estória que conta ponto com originalidade, mas sim todo estilo que Tarantino adotou. Filmes de Kung –Fu (em sua maioria produzido pelo estúdio Shaw Brothers, de Hong Kong), faroestes italianos e filmes de vingança em geral; filmes estes com os quais cresceu vendo na TV. Tem até personagens retirados de outros filmes de artes marciais, como um dos mestres da Noiva, Hattori Hanzo e Pai Mei. É claro que o conceito já foi feito à exaustão, mas a grande sacada é ver um filme assim com o toque de Tarantino, ou seja, muita violência, sarcasmo e diálogos marcantes.
- Mas o Tarantino plagia outros filmes para fazer o seu.
O próprio diretor responde isso dizendo que o trabalho dele nesse filme foi mais ou menos como o de um rapper... O rapper “sampleia” trechos de outras músicas para fazer a sua própria canção. Tarantino fez o mesmo. Ele “sampleia” de filmes que o inspiraram para juntar tudo e fazer algo diferente. Dizer se isso é plágio ou não já rendeu muita discussão no mundo da música. Certamente é uma homenagem.
- Músicas que param no meio, efeitos sonoros ridículos... Por que o filme tem partes tosconas?
Acreditem ou não, tudo faz parte do estilo adotado pelo diretor. Os erros de continuidade, efeitos sonoros exagerados, clichês e edições musicais bruscas são parte da diversão e servem para emular certos filmes toscos feitos no Oriente. Mas calma, não é toda hora! Só em algumas partezinhas... E não fique chocado com o BIPE que soa quando alguém vai falar o nome real da Noiva (que aliás é mencionado mas ninguém nem percebe). É para ser censurado mesmo e manter a surpresa até o “Volume 2”.
- O filme tem muita violência gratuita.
Como quase todo filme do diretor, a violência reina. Mas está um tanto mudada nesse filme. Aqui, a violência é mostrada de uma maneira caricatural. É meio “Tom & Jerry”, se é que vocês me entendem... Tarantino brinca com o conceito utilizado em filmes antigos de Kung-Fu, onde a violência é extremamente exagerada e um tanto irreal. Não é tipo “A Paixão de Cristo”, onde a violência choca e por vezes incomoda alguns espectadores. Aqui é tão caricato que chega até a ser meio engraçado de tão bizarro que é ver membros sendo extirpados com tanta facilidade.
- Onde está a marca registrada de Tarantino? Os diálogos loucos e cheios de referências pop? E o desenvolvimento das personagens, onde está?
Só posso dizer uma coisa... Espere até o “Volume 2”. Se você achou que a primeira parte tem pouco disso, espere a segunda! E as personagens mostram um pouco mais “como funcionam” e quais são seus objetivos reais. Você entende o lado emocional da Noiva e simpatiza bem mais com sua missão. As personagens ganham mais conteúdo.
- Por falar nisso, por que o filme foi dividido em duas partes?
Alguns estão chamando até de auto-indulgente. Estão dizendo que com isso, o filme se leva a sério demais para algo cuja premissa é não se levar a sério. Há até lendas urbanas envolvendo várias estórias sobre o corte do filme em dois. Mas a estória que Tarantino conta tem a ver com o tamanho excessivo do filme. O diretor fez um “épico” de 4 horas e meia (que ele está dizendo que é sua “Trilogia dos Dólares” de Sérgio Leone)! O fanático agüenta tranqüilo. Mas e quanto a vocês que acham “O Senhor dos Anéis” (de míseras 3 horas) muito longo? O estúdio decidiu cortar em dois. Tarantino confessa que até gostou da idéia e diz que isso paralela uma frase dita pelo já citado Hattori Hanzo no filme:
“Vingança nunca é um caminho reto. É uma floresta. E assim como uma floresta é fácil desviar de seu caminho... Fácil de se perder... De esquecer por onde entrou”.
O “1” é o caminho reto. A Noiva atinge seus objetivos e mata seus oponentes com facilidade. No “2” o lado emocional entra em questão. As coisas ficam um tanto mais difíceis. A Noiva “se perde” em seus sentimentos...
- A seqüência em "anime" é um dos pontos altos do filme. Muito caprichada!
Concordo plenamente. O desenho é muito bacana e é utilizado para mostrar um pouco da estória da vida de O-Ren Ishii: a primeira da lista da Noiva. Também é uma das partes mais violentas. O sangue jorra com força aqui! As cenas finais do “1” (no Capítulo 5: “Showdown at the House of Blue Leaves”) também valem o preço do ingresso!
- O filme parece meio... Incompleto!
Isso é verdade, e admito que é um dos maiores problemas com quem só vê o “Volume 1”. Embora não tenha nenhum final sacana, que te deixa puxando os cabelos, puto da vida pra saber o que acontece depois (à la “Matrix Reloaded/Revolutions”), o filme te deixa querendo mais no final. “Só isso?” você pode se perguntar... Mas lembre-se, quando o “Volume 1” acaba, você só viu a metade do filme. Ainda rola muita coisa no “Volume 2”. Muita coisa legal, devo acrescentar...
- E o que você achou do filme?
Sexta feira eu digo.
Escrito por Augusto às 13h59
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"SNOOTCH TO THE MOTHAFUCKIN' NOOTCH!"
Kevin Smith já foi o meu modelo de cineasta. Um cara que começou do nada, bancando seu primeiro filme com o cartão de crédito, fã de filmes cult e gibis e que escreve maravilhosamente bem... O cara era tudo que o cinema moderno de comédia precisava. Embora fosse um “diretor/produtor/escritor”, nunca se distanciou de seus fãs, sempre entrando nos fóruns de seu site oficial pra jogar conversa fora. Tenho até certo orgulho em dizer que já falei com ele pela Internet, e tenho todos os seus filmes em DVDs autografados pelo próprio. Ele chegou a ser um dos queridinhos do cinema independente americano. Mas onde acabou esse lado diretor cult e começou o diretor que quer emprego em Hollywood é difícil dizer... Smith hoje se preocupa mais em vender seu filme do que escrever algo tão bom quanto seus trabalhos mais antigos. E os resultados são desastrosos. O diretor acaba não realizando nem um nem outro.
Não estou querendo esculachar o cara, até porque eu respeito qualquer decisão que ele tome, mas não necessariamente concordo com elas. Também não estou o acusando de “trair o movimento”, como muitos fãs gostam de dizer que ele fez ao tentar ingressar na “indústria”. Mas que agora ele é um tipo diferente de cineasta ele é, ao discordar de algumas coisas que no passado ele defendia. O exemplo que me vem em mente e é bastante simbólico dessa mudança, embora pareça uma bobagem pra alguns de vocês, foi uma coisa que ele declarou no comentário em áudio do DVD de seu filme “Dogma”. Ao ser questionado por Ben Affleck do porquê não gostar de colocar no pôster do filme a frase “Um Filme de Kevin Smith” antes do título, responde que “filmes não são feitos por uma só pessoa”. Honrável. Muito legal! Assinou o atestado de cara humilde que respeita o trabalho e os colegas.
Março nos EU estreou o novo filme dele: “Jersey Girl”. Smith o escreveu tentando expressar suas experiências com a paternidade. É claro que Ben Affleck encabeça o elenco, ele e outros atores que já trabalharam com Kevin em outros filmes, com a exceção de Liv Tyler e (estão prontos pra isso?) Jennifer Lopez. Calma, galera! Quem não se importa em saber coisas sobre o filme, seleciona com o mouse esse texto a seguir: Lopez morre nos 15 primeiros minutos! Além disso, o filme é censura livre e não tem palavrão! Todos sabem que filme de Kevin Smith sem palavrão é o mesmo que macarrão ao sugo sem queijo ralado. Mais: Não há sinal dos nossos traficantes favoritos. Jay e Silent Bob estão fora da estória! E a última, mas não menos importante coisa: adivinha o que vem escrito no pôster? “Um Filme de Kevin Smith”.
Algumas mudanças como a do Jay e Silent Bob eu até acho que estão certas... Ele precisava dar uma amadurecida como cineasta... Mas não indo pelo caminho de fama e fortuna de Hollywood (tô parecendo estúpido por ter dito isso?).
A gota d’água: Há um mês atrás, a Miramax anunciou que Kevin Smith vai escrever e dirigir a versão pra cinema de “O Besouro Verde”. Lembra da série dos anos 60 que estrelava Bruce Lee inspirada em quadrinhos? Harvey Weinstein, dono do estúdio, odiado por muitos e adorado por poucos, fez questão de dizer que a Miramax precisa de uma franquia “blockbuster” como essa, pra fazer frente com os filmes do verão americano (inverno aqui no Brasil)! Não só o Smith se voltou para a indústria como ele se tornou parte da pior face de Hollywood: os filmes de verão americano, que são feitos simplesmente para ganhar dinheiro! (Nota irônica: o filme que “pariu” os chamados “filmes de verão” é o meu filme favorito, embora na época, os cineastas não tivessem a mínima idéia do sucesso que este faria! O lançamento no verão só se deveu por causa dos inúmeros problemas que a produção sofreu.)
De qualquer forma eu vou estar lá na fila quando “Jersey Girl” estrear (aqui no Brasil provavelmente só em 2017!). E também aguardo “O Besouro Verde”... Se Kevin Smith “traiu o movimento”, vamos ver se pelo menos ele leva um pouco da genialidade dele como autor para melhorar as porcarias que os americanos mandam aqui pra gente nas férias de Julho.
Recomendo darem uma olhada em seus cinco trabalhos. Na ordem: “O Balconista”; “Barrados no Shopping”; “Procura-se Amy”; “Dogma” e “O Império (do Besteirol) Contra Ataca”.
Escrito por Augusto às 22h12
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TOP 5 #4
Mais um desses... Até gosto de fazer. Embora demore muito tempo para pensar sobre qual assunto escrever. Hoje decidi cobrir músicas da maior banda de todos os tempos. É isso aí! Eles mesmo! Suas canções me influenciaram e me fizeram expandir os horizontes musicais. Sem eles, meu gosto musical hoje não seria tão amplo. É claro que sendo filho de uma Beatlemaníaca original e ter convivido com uma ex-namorada que os amava mais que me amava (ei, ela não tem uma tatuagem minha no peito!) me fez apreciar melhor a genialidade de seus compositores. Muitas músicas deveriam ter sido citadas... Infelizmente tive que escolher só 5 (são as regras, né?). E eu não falei isso... Mas vale a pena dar uma baixadinha na internet dessas aí embaixo... Sem mais delongas, aqui estão minhas 5 músicas favoritas dos Beatles:
5º lugar: “The fool on the hill”
Tudo é tão perfeito nessa música tirada do filme e disco “Magical Mystery Tour”...Da orquestração, com a flauta e piano, às letras: sobre um homem solitário que tem uma perspectiva diferente do mundo que todos vêem. Bem legal para quem está passando por crises existenciais ou é anti-social mesmo!
“Day after day, alone on a hill/ The man with the foolish grin is keeping perfectly still/ But nobody wants to know him/ They can see he’s just a fool/ And he never gives an answer/ But the fool on the hill sees the sun going down/ And the eyes in his head see the world spinning round."
4º lugar: “Eleanor Rigby”
Como não ficar emocionado com os violoncelos e outras cordas usadas nessa macabra canção... Mais uma composição triste sobre solidão encontrada no álbum “Revolver”. Faz seu coração ficar um pouco apertado...Nunca soube se é porque a canção é realmente bonita ou se é a melancolia batendo mesmo.
“All the lonely people/ Where do they all come from?/ All the lonely people/ Where do they all belong?”
3º lugar: “Golden Slumbers/ Carry that Weight/ The End”
Não é um empate…É que estas músicas se emendam assim mesmo, como a maioria das que se encontram em “Abbey Road”. Começa com Paul só no piano e em “The End”, fica um rock que faz lembrar um pouco do estilo do começo da banda. Linda! Se uma lágrima não correr na sua bochecha no final de “Golden Slumbers” você tem óleo correndo nas veias!
“And in the end/ The love you take/ is equal to the love/ you make…”
2º lugar: “A Day in the Life”
Música que confirma a genialidade de Lennon! É simplesmente isso...Genial! É ouvir para crer... Desde algumas letras sem sentido ao “orgasmo da orquestra”, essa é a última música do disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Curiosidade: no final do último acorde da música, há o barulho de um apito pra cachorro! John disse que queria os ouvinte confusos quando seus cachorros começassem a latir sempre no final dessa música! Há também uma pequena composição de McCartney que se encaixa no meio e é bem bonitinha.
“I saw a film today, oh boy/ The English army had just won the war/ A crowd of people turned away/ But I just had to look/ Having read the book”
1º lugar: “For No One”
"Your day breaks, your mind aches You find that all the words of kindness linger on When she no longer needs you
She wakes up, she makes up She takes her time and doesn’t feel she has to hurry She no longer needs you
{And in her eyes you see nothing No sign of love behind the tears Cried for no one A love that should have lasted years}
You want her, you need her And yet you don’t believe her when she said her love is dead You think she needs you
You stay home, she goes out She says that long ago she knew someone but now he’s gone She doesn’t need him
{And in her eyes you see nothing No sign of love behind the tears Cried for no one A love that should have lasted years}
Your day breaks, your mind aches There will be time when all the things she said will fil your head You won’t forget her
And in her eyes you see nothing No sign of love behind the tears Cried for no one A love that should have lasted years..."
Escrito por Augusto às 23h48
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RESSURREIÇÃO
Não é que eu tenha esquecido de avisar, mas é que o Telecine tem feito uma campanha de marketing tão intensa, e, ao meu ver até mesmo exagerada que eu tenho certeza que vocês devem ter visto cartazes com o Mestre Yoda espalhados por toda a cidade... Parece até que é ano de filme no cinema!
Pois é, Domingo o canal estreou “Star Wars Episódio II: O Ataque dos Clones”. No Telecine Premium passou a versão legendada e no Telecine Happy, a versão dublada para as crianças e as vovós que não conseguem ler legendas que aparecem tão rapidinho na tela... Espero que tenham visto (clique aqui pra saber dos outros horários de exibição no mês). É um bom filme, mesmo que esteja longe de ser o melhor da série, ainda é melhor que seu predecessor (Fora Jar-Jar!).
Mas aproveitando o assunto, alguém aí tem visto a “microsérie” animada “Clone Wars”? Passa todo dia da semana às 5 da tarde um episódio de 3 minutos no Cartoon Network... O desenho conta algumas estórias que são passadas após o “Episódio II”, durante a guerra civil intergaláctica chamada de “Guerras Clônicas” e é dirigido pelo cara que faz “Samurai Jack” e “O Laboratório de Dexter”.

O desenho é estiloso pra caramba! Isso não se pode negar. Essa segunda temporada então é ainda mais... Lisérgica, digamos assim... Com algumas situações um tanto extremas que fogem um pouco à “realidade” estabelecida nos filmes... Qual foi? Os Jedi agora podem voar??? Que porra é essa?
Mas tudo bem... Ainda assim é muito bom ver o universo “Guerra nas Estrelas” vivo (e bem) fora da tela grande. Se não estiver em casa de 2ª a 6ª às 17 horas, o Cartoon exibe uma maratona aos Sábados a partir das 13 horas. Quem ficar em casa no feriado, dá uma olhada...
E ainda em “Guerra nas Estrelas”, olha só a caixinha dos tão aguardados DVDs da Trilogia Sagrada que saem em Setembro! Bonitinha, hein? Que isso, passo mal! Clique aqui pra ver mais fotos.
Escrito por Augusto às 22h10
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ANJOS SUJOS DE SANGUE
Fui ver o tal controverso Evangelho segundo Mel Gibson.
Gostei. Gostei mais do que pudesse imaginar que gostaria...
Não vou me adentrar em discussões filosóficas e teológicas aqui, porque senão o texto vai se tornar uma monografia e eu sei que vocês detestam isso!
Pra começar, não acredite no que você lê no jornal sobre o filme, que recebeu exércitos de “bonequinhos saindo” e bolinhas pretas. Sinceramente, não vejo o que esses críticos viram para esculachar tanto assim... O filme é bom. Merecia críticas menos cruéis e um tanto mais complacentes. Só do Gibson conseguir distribuir sua obra toda falada em línguas mortas já é uma vitória e meia!
Uma coisa eu pude notar. Os únicos que adoram o filme são os cristãos. Nós saímos com lágrimas nos olhos do cinema. Os “flashbacks” são geniais. Não tem como segurar aquele nó na garganta ao ver Maria acudir o filho... Se você for de qualquer outra religião, você pode achar o filme um pouco pretensioso demais.
E o tal anti-semitismo é exagero por parte do povo judaico que acusa o filme (todos nós cometemos erros, tá bom? Os judeus cometeram erros. Assim como os alemães cometeram erros, os cristãos cometeram erros, eu cometo erros... E assim vai a História.). Gibson não acusa toda população judaica... Mas sim aqueles Sumo-Sacerdotes que se recusavam a acreditar que Jesus Nazareno era o Cristo.
A violência? Tem sim, mas pode-se viver com ela... Até meu pai não achou tão violento assim... E ele acha "Máquina Mortífera" violento! (aliás, ele adorou "A Paixão de Cristo"! O filme renovou totalmente sua fé. Ele sabe pra caramba da Bíblia – e não é católico apostólico romano—e achou muito bem feitinho).
Há versões da “Paixão” feitas para cinema desde o final do século retrasado! Meu amigo Matosito disse o certo: é uma estória contada tantas vezes que, para o cara querer fazer outra versão, precisa mesmo ser uma coisa que ninguém tivesse visto antes. Algo um pouco mais original. Concordo totalmente!
Mas ainda continuo achando que funcionaria melhor se Gibson fizesse uma trilogia dos Evangelhos... O filme como está parece muito incompleto... Já imaginou a trilogia? O primeiro estabeleceria a época histórica e contaria o nascimento e os primeiros anos de Jesus. O segundo contaria seus maravilhosos ensinamentos até ele ser preso. E o terceiro seria a Paixão e a Ressurreição! Eu e essa minha cabeça marketeira!
E agora estou com a música “Talk about the Passion” do REM na cabeça... Esse Dudu pH!
Vou dizer uma coisa. Uma surpresa apareceu quando fui ver o filme acima... Foi só subir a escadinha do Cinemark para me deparar com a belíssima visão de Uma Thurman, vestida toda de amarelo “Bruce Lee” e brandindo sua espada Hattori Hanzo. Parece que estamos na reta final para finalmente vermos “Kill Bill Vol.1” nos cinemas.
E fiquei mais surpreso ainda quando entrei no site da Severiano Ribeiro e vi nos “próximos lançamentos” que o 4º filme de Quentin Tarantino está marcado (pelo menos no site deles) para estrear no dia 9 desse mês!!! É essa semana!!! Um erro de digitação ou o GSR resolveu adiantar a estréia? Veremos...
Hattori Hanzo: What do you want with Hattori Hanzo? The Bride: I need Japanese steel. Hattori Hanzo: Why do you need Japanese steel? The Bride: I have vermin to kill. Hattori Hanzo: You must have big rats if you need Hattori Hanzo Steel. The Bride: ...Huge.
Escrito por Augusto às 09h18
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