SIMULACRA E SIMULAÇÃO ou, JEAN BAUDRILLARD ESTAVA (MEIO) CERTO
FINALMENTE! Após quase três semanas aqui estou eu, Vosso Humilde Narrador, de volta às atividades on-line.
Vocês sabem como final de semestre é... Muita prova e trabalho de ambas as faculdades (o que não está me deixando escrever muita coisa pra cá). O que parece é que, infelizmente, todo esse stress vai ser cortado pela metade no próximo fim do semestre. Porque infelizmente? Uma das faculdades vai ter que dançar... E como a que mais me interessa é comunicação, o direito vai ser trancado. Mas não é isso que me deixa triste. O grande problema vai ser o de ficar sem o convívio diário da galera. Grande problema mesmo! Mas esse post não é pra tristes despedidas, é para relembrar babaquice! E que melhor babaquice para ser relembrada do que a que ocorreu também há umas três semanas atrás e foi provavelmente a mais bizarra e bolante do semestre: o júri simulado!
Sabe como são aquelas pecinhas de teatro do fim de ano quando você tá no primário? Eis que o querido professor Ângelo, no começo do ano, avisa a todos que haveria um tal teatrinho emulando um tribunal. Os defensores, acusadores e jurados seriam escolhidos e teria uma apresentação no fim do semestre. A única diferença entre um teatrinho do primário é que o “julgamento” ia ser pra valer (aparentemente).
Tema do júri: a adoção de crianças por casais homossexuais. Interessante? Talvez. Polêmico? Claro! Possível de fazer piadinhas com os participantes? Com certeza!
Ao chegar ao Salão Nobre da FND, sempre escoltado pelo notório Rollembrother (que cunhou o termo “bolante”), nos sentamos e ouvimos os nomes dos colegas que iam sendo chamados para subir ao tribunal. Todos eles, por sinal, vestidos no rigor da última moda (lê-se homens de terno e mulheres de longo). Chamadas a defensoria, acusação e os jurados, começa cada grupo a falar e prestar seus argumentos sobre o porque gays (pode falar "bichas"?) devem ou não adotar crianças.
A gente já podia sentir que ia dar merda quando alguns chamados não apareceram. O primeiro ausente foi o Cabelo, que devia ter enrolado os longos cabelos na gravata e o segundo era o Bola, mas esse não é surpresa nenhuma ter se atrasado. Filo da puta nunca chega na hora!
Começa a leriagem! A acusação foi a primeira a depor e devo dizer que o Marcelo impressiona como porta voz! É a vez da defensoria e o Expedito dá um show de interpretação e palavras que ninguém entende. Peixota também fala pela defensoria e também complica as palavras, mas dessa vez não é por que elas eram difíceis não... É porque o Peixota fala tudo enrolado mesmo!
Cabelo e Bola chegam, atrapalham o professor (que assistia com um sorriso cruel de satisfação na cara) e sentam em seus respectivos lugares. A disputa fica mais acirrada com o Marcelo não só esculachando as bichas (pode falar “viados”?), mas também os membros da defensoria, chamando o Expedito de Rui Barbosa (fala bonito, mas conteúdo zero!) e perguntando ao Peixota se ele entrou pela “cota”. Esse último comentário despertou a ira de Sandy “Larissa” Bochecha, presidenta do júri, que ao ver seu amado sendo moralmente agredido pediu respeito com sua doce e estridente voz.
Só de olhar para o fundo do salão e ver o Simpson e o Polegar se cagando de rir já fazia do espetáculo algo mais hilário que muita peça de comédia que vocês pagam uma fortuna pra assistir. De um lado, a defensoria se encolhia de medo com as merdas que a acusação podia dizer, enquanto isso a acusação (comandada agora só pelo Vitor Hugo e Marcelo) conspirava para inventar mais argumentos e apelidos para o Expedito.
Hora das observações finais e devo dizer que esse foi o clímax do show. Marcelo, no meio de seu discurso, saiu do salão, catou uma lata de lixo, voltou e se virou para o tribunal exclamando: “É isso que os senhores estão fazendo hoje!”: depois começou a jogar o Código Civil fora, junto com um livro de biologia e uma Bíblia. Galera foi ao delírio, o que fez com que a acusação se tornasse a favorita entre os grupos. Depois tivemos que aturar o não tão engraçado discurso “Preconceito ou a vida?” do Expedito. Com os tímpanos estourados, o júri foi pra trás da cortina pra decidir como terminar a peça.
Obviamente, o lado do Peixota ganhou e ele provavelmente recompensou mais tarde sua namorada, a presidenta do júri. O dia terminou, é claro, no bar do Cláudio, onde ainda aturamos o Polegar imitando o Expedito, esculacharam o Bola por ter votado “a favor” da adoção e ouvimos o Simpson fazendo seus comentários (o melhor deles sendo “Só não entendi a do Cabelo, que veio todo arrumadinho pra não fazer porra nenhuma!”). E desde esse episódio, o Marcelo não tem mais falado com ninguém... Isso é que é desgosto por ter perdido!
P.S.: Esse post não teve foto porque Juliana (a “Rollemgirl”) ainda não as tirou da máquina! Tô esperando, hein?
P.P.S.: Se alguém quiser escrever sua versão do júri, escreva que eu coloco aqui no blog. Menos o Vitor, que ainda deve tá bêbado!
Escrito por Augusto às 18h45
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