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ROMANI ITE DOMUM
Alguém aí já viu o longa da Turma da Mônica que está nos cinemas? Não era fã das HQ (eram só boas para passar o tempo), mas acredite, eu bem queria ver esse filme para fins de estudo. Talvez ele seja um dos mais mal-divulgados da estória do cinema brasileiro. Uma amiga minha quase-jornalista e que adora Mônica (a "Trakinas") não sabia da existência desse filme até umas 2 semanas depois do lançamento, quando tive a oportunidade de avisar pra ela. E os anúncios na TV são curtos e não-informativos o bastante para passarem batidos por quem está um pouco mais distraído. Mas não é por isso que eu estou escrevendo sobre o filme.
Todo mundo sabe como o cinema nacional precisa de patrocínio e apoio. E todos também sabem que produções mais comerciais (como esta aparentemente é) precisam da ajuda de certas celebridades do momento para vender melhor e chamar mais gente ao cinema. Eu me oponho, mas como ajuda na bilheteria, deixe os desfiles de futuros desconhecidos continuar! O grande problema é que depois de um tempo fica horrível para rever o filme e ver aqueles rostos que desapareceram sem deixar vestígios e suas participações que não tem motivo nenhum para ajudar na narrativa do longa. Recentemente estava eu em uma pizzaria quando começou a passar na TV um filme da Xuxa qualquer. Era um festival de caras desconhecidas que eram celebridades na época do filme. Falecidos como Maurício Manieri e Beto Jamaica. Meu grande dilema é descobrir por que colocá-las em um desenho?
Não faz sentido! Fica horrível! Completamente fora de contexto e estilo aparecer do nada o Luciano Huck falando qualquer bobagem! Quer colocar celebridades? Faça como a Disney e coloque-as fazendo vozes de outras personagens ou então faça caricaturas dos “artistas” e coloque-os fazendo as bobagens que já fazem no filme, mas pelo menos animados e fazendo parte do estilo do desenho. Mas colocar um interlúdio no meio para ouvir uma musiquinha furreca de Pedro e Thiago é sacanagem! Deve arder os olhos e os ouvidos no meio da animação limpinha (lê-se "Macromedia Flash") do Maurício de Souza.
O filme também sofre de outros problemas comuns. O título por exemplo não ajuda a divulgar que é um filme da Turma da Mônica. “Cinegibi: o filme”. O que isso te diz? Nada! “Hellboy” também é um “Cinegibi”! Só no pôster é que aparece um subtítulo discreto com um “Turma da Mônica” meio tímido. E ainda tem esse maldito “o filme” que as distribuidoras insistem em colocar em todo e qualquer título!
Mesmo assim, não me desanimei em pegar uma sessão do filme da Mônica. Se eu eventualmente o vir, coloco nos comentários aí embaixo a minha opinião.
ATUALIZAÇÃO:
Alguns pôsters do filme do Bob Esponja foram publicados! Clique na Imagem para ver mais! Com certeza o filme que mais aguardo para o final do ano!
Escrito por Augusto às 14h19
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WHO YA GONNA CALL?
Voltei!
Viagem foi legal. E os leitores gostaram da presença da Chuí por aqui? Pensei que ela fosse publicar algo novo, mas acho que ela não teve coragem... Mas que ela fez um ótimo trabalho fez, né? Principalmente assustando o Eduardo!
Só para responder algumas questões dos últimos comentários. Chuí, “Alien” é previsível? Eu acho que a maioria aí cresceu vendo “Alien: a Resurreição” (o 4º filme) e acha que todos os filmes da série são tão fracos, nojentos e simplesmente idiotas como esse último. “Alien” foi um dos maiores marcos da Ficção Científica/ Terror que já apareceu. Se hoje a fórmula parece batida é porque por mais de 20 anos ela foi explorada e copiada de filmes como esse. Aliás, eu não tenho um bonequinho do Alien... Tenho vários!
Giger em imagens digitais? As pinturas todas são dos anos 70!!! Giger nunca trabalhou com computadores.
Freddy e Jason? Quem disse que eu sou fã desses filmes? Gosto só de “Slasher films” roots!
P.S.: O mundo está sempre avançando nos caminhos da ciência. Temos clonagem, manipulação genética, energia nuclear, avanços médicos e o elevador. Mas uma pergunta ainda permanece: quando será que comida de avião vai deixar de ser ruim? Sério, há anos essa porra continua a mesma! Não há alguma maneira de fazermos uma boa refeição a bordo com toda tecnologia culinária da qual a humanidade dispõe? E agora ainda temos que comer com talheres de plástico por causa da prevenção a ataques terroristas... Sabe de uma coisa? Os terroristas vão começar a ameaçar a tripulação com a gororoba que nos servem... “Coma este filé ao molho madeira! Se resistir vou ter que usar a geléia de morango!!!”. Estilo Mr. Blonde!
Agora para algo completamente diferente, foi anunciado hoje na Comic-Con (convenção de quadrinhos, filmes e simpatizantes em San Diego) o título oficial do Episódio III de "Guerra nas Estrelas". Quem ainda não sabe que eu sou fã de Star Wars? Tá certo que os episódios mais novos não foram lá essa maravilha, mas é só tocar no assunto dos filmes que eu fico alegre como uma colegial. Ainda mais se tratando do que será o último episódio que será feito! Estranhamente, esse título foi até meio óbvio. Bem condizente e no estilo da trilogia sagrada. Um indício que o filme é tão bom quanto a gênese da saga? Veremos. Vamos ao que interessa:
A saga está completa!
Episódio I: A Ameaça Fantasma
Episódio II: Ataque dos Clones
Episódio III: A VINGANÇA DOS SITH
Episódio IV: Uma Nova Esperança
Episódio V: O Império Contra Ataca
Episódio VI: Retorno de Jedi
Detalhe: Sabia que o Lucas já está vendendo camisa com o título novo? Esse Tio George... Sempre tentando tirar o último centavo de seus fãs...
Outro detalhe: Lá vou eu responder perguntas sobre "Guerra nas Estrelas" de novo nos comentários... Atirem à vontade!
Escrito por Augusto às 19h24
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UM GOLE DE VINHO, UM GOLE DE ÁGUA
Em minhas idas freqüentes ao CCBB, me deparei com uma publicação que trazia
reproduções das principais obras de H.R. Giger e as estórias de algumas
de suas peças contadas pelo próprio artista. Fiquei tão impressionado que tive
que comprar o livro. Agora um pouco de conhecimento: Giger é um pintor/artista
plástico suíço muito conhecido por seu design chamado “bio-mecânico”. As
pinturas e esculturas que faz são muitas vezes mórbidas e bizarras. É um negócio
pra você olhar e ficar assustado mesmo. Como eu entrei em contato com a arte
desse cara?
Em meados de 1978, um jovem diretor chamado Ridley Scott, junto com Dan
O’Bannon e Ron Shusett procuraram Giger para que este desenhasse cenários e a
criatura principal de um filme que Scott chamaria de “uma mistura de ‘2OO1’ com ‘O Massacre da Serra Elétrica’”.
Lançado em 1979, “Alien: o Oitavo
Passageiro” assustou muita gente não somente pelo seu suspense
claustrofóbico, mas também pelo design incrível que Giger transpôs para o filme.
Anos depois, Vosso Humilde aqui teve o privilégio de ver esse clássico da ficção
científica e desde então, o filme nunca mais saiu de meu coração!
As pinturas de Hans Rüdi Giger são muito bem reproduzidas no livro e as
explicações do próprio autor são tão esquisitas quanto as obras em si! Nem me
fale do caso da cabeça humana empalhada que servia para rituais pagãos e que
Giger ganhou de um amigo colecionador de bizarrices! Quando a cabeça
misteriosamente pôs fogo no vestido de uma mulher eu fechei o livro bolado!
Resultado: quando a noite cai não consigo nem olhar pra capa do livro... E olha
que eu não me assusto fácil!
Aí embaixo tem umas amostras de quadros dele. Clique para ampliar! Espero que
“encante” vocês também.



Para mais quadros, visite http://www.fred-katrin.de/
Amanhã eu viajo e só volto semana que vem. Mas não se desesperem. Para não
deixar meus leitores sozinhos, deixarei aqui com vocês o melhor substituto
possível: nossa querida amiga Renata “Chuí” Azi vai responder seus comentários e
zonear esse blog enquanto eu estiver ausente. Manda brasa, Chuí! E não leve
desaforo pra casa! Semana que vem eu volto.
Escrito por Augusto às 20h56
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"ONDE ESTÁ SEU MESSIAS AGORA?"
Animação é uma coisa engraçada... Quando somos crianças baseamos a maioria de nossas atividades em ver desenhos na TV, mas logo quando as coisas podem ficar um tanto mais interessantes e horizontes podem começar a se expandir, perdemos o interesse pelos desenhos e a maioria passa a vê-los como “coisa de criança”. Mas (ainda bem!) há aquele tipo que, enquanto os outros começam a perder o interesse, ele começa a entender o negócio da animação, vendo o quão profunda e diferente ela pode ser do que o que passa na televisão.
Essa leriagem toda foi pra começar a falar sobre minha experiência no 12º Anima Mundi. Há uns poucos anos, comecei a freqüentar o festival. Adoro ver vários curtas animados um seguido do outro, cada um mostrando estórias e situações tão diferentes quanto suas técnicas de animação. Este ano tive o privilégio de atender a 9 sessões da competição, vi 96 curtas e tenho alguns comentários (a maioria não muito bons) a tecer sobre o festival, sua organização, seus freqüentadores e suas mostras.
Estou escrevendo bem pra cacete ou é impressão minha?
Esse ano o ingresso está mais barato! Que beleza! Só R$ 2 por sessão dá vontade é de ver todas! Mas a organização falhou ao reduzir o número de salas, o que fez com que a praça animada ficasse mais lotada que cemitério em dia de enterro de celebridade. Ocasionalmente tive que me espremer para conseguir sentar na arquibancada e terminava a sessão com uma dor na bunda e vontade de xingar a bilheteira por vender ingressos a mais. Mas pelo menos eu não vi nenhuma sessão de pé (o que muita gente fez)!!! A propósito, nota mental: nunca mais assistir sessões na Praça Animada (que é uma tenda que armam do lado do Centro Cultural dos Correios). Além da já citada venda de ingressos a mais do que o ambiente suporta, a imagem do filme fica sempre péssima, assim como a qualidade do som e das legendas. Prefira o Odeon ou a Estação Botafogo. Aliás, porque eu tenho que dar uma volta gigante pra entrar na Praça Animada mesmo? Tem um portão na frente da entrada e tá sempre fechado!
Sem reclamação alguma sobre os curtas da mostra competitiva. Como sempre eles equilibram cada sessão com curtas muito bons e outros... Não tão bons... O único problema foi a presença massiva de material publicitário presente entre os curtas. Não pense que era anúncio proposital não! Eram peças feitas em animação que estavam concorrendo com os outros curtas! No meio de uma animação e outra, anúncios da Microsoft, United Airlines, Hewlett Packard, Coca-Cola, MTV entre outras marcas menos famosas no Brasil. Ora, que diabos! Nas outras edições a publicidade tinha lugar próprio (os portfólios e mostras especiais) agora ela é tratada como atração principal. Alguns (poucos) anúncios são até dignos de atenção, mas a maioria não consegue ser tão boa como os “curtas” de verdade e acabam recebendo notas mais baixas.
A cada ano o festival cresce mais. Se isso é algo bom, depende do ponto de vista. Começando pelos pais que levam seus filhotes para ver os “desenhos” e têm a infelicidade de escolher a sessão de curtas metragens. A criança que não está acostumada com o surrealismo de alguns desenhos e com as técnicas de animação pouco convencionais lá pela metade já não agüenta mais e enche o saco para sair da sessão (toda vez que assisto vejo pelo menos um caso assim). Queridos pais, há sessões específicas para seu lindo filhinho (acostumado com Cartoon Network e Nickelodeon) assistir, são as chamadas “Mostras Infantis”, feitas com curtas sobre medida para seu lindo filhote não acostumado com animação-cabeça. Mas escolha sabiamente a sessão e continue levando sua prole ao Anima Mundi! Assim pelo menos seu filho (ao contrário dos pais) vai crescer com a idéia que animação não é só “coisa de criança”.
E agora o pior aspecto do festival. Como ele cresceu e está com maior exposição na mídia, é sempre fácil encontrar aquelas pessoas que vão só porque é o “evento cultural” da moda. Tive a infelicidade de sentar do lado de uma senhora desse tipo em uma das sessões. A mulher dizia que todo desenho era “horrível” e que “não fazia sentido”. Esse caso é mais triste do que a criança que não agüenta esse tipo de sessão. Será que na mente da senhora ela achava que iria ver desenhos “bonitinhos”, daqueles que passa na televisão cheio de ursinhos na eterna batalha entre o bem e o mal? Ou seria uma mostra só de esquetes cômicos protagonizados por coelhinhos? De qualquer forma, a zêmula achou as animações todas uma porcaria e foi pra casa decepcionada.
Bah! Pelo menos ano que vem vai ter mais um lugar livre!
Escrito por Augusto às 22h38
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"I LEFT MY WALLET IN EL SEGUNDO!"
Imagine um tabuleiro um pouco igual ao de xadrez, porém mais alongado, com 9 quadrados de comprimento e 7 de profundidade. No meio desse tabuleiro há dois retângulos pintados, representando “lagos”. Cada jogador tem 8 peças, cada uma representando um animal: elefante, leão, tigre, urso, porco, macaco, gato e rato. Ainda está me acompanhando? Bom! Cada um deles só pode se mover horizontal ou verticalmente e têm uma hierarquia entre si, ou seja, o mais fraco não derrota o mais forte, a não ser o rato, que pode derrotar o elefante e a única peça que pode entrar nos quadrados do “lago”. O objetivo? Chegar primeiro no quadrado “casa” no campo do adversário. Agora imagine uns chineses velhinhos jogando essa porra há séculos atrás (estilo Pai Mei)! Pois então é exatamente o que eu também estava fazendo nessa 5ª feira.
Nome do jogo: XI DOU QI. E eu recomendo que, se a oportunidade aparecer, vocês joguem esse negócio! Eu já tô viciado! Descobri o jogo com um tabuleiro que minha terapeuta ganhou de brinde (maldita não quis me vender) e nunca estive tão ansioso pra ir pra terapia semana que vem!
Infelizmente não consegui nenhum lugar onde se possa jogar essa droga on-line... Mas descobri o site que fabricou a versão que eu joguei. Clique aqui e dê uma olhada... Sabe como é, né? Meu aniversário já tá quase chegando...
Eu sou o espanto de Jack.
"Clube da Luta” (isso mesmo, você leu certo!) vai virar um musical com direito à produção de Chuck Palahniuk (o gênio que escreveu o livro) e David Fincher (o gênio que dirigiu o filme). A pergunta é: por quê? “Clube” é um filme/livro que vai exatamente contra esse negócio de consumismo e “ganhar um trocadinho com qualquer merda”. Que ironia. Estou aguardando para ouvir “His name is Robert Paulsen” e “Hit me as hard as you can!”. Estilo “Amor Sublime Amor”!!!
Eu sou o sarcasmo de Jack.
E eu acabei de quebrar as duas primeiras regras sim, e daí?
Outro agora que está na moda, o quase cinqüentão Homem-Aranha, vai também (!?!) ganhar um musical! Onde esse mundo vai parar? E se a notícia já não fosse bizarra o bastante, a Marvel já está negociando para (é melhor se sentar) Bono e The Edge (da fama do U2) escreverem as músicas! Que porra é essa? Qual é a próxima? “Batman: o Musical”? Peraí! Também já tá acontecendo???
Essa babaquice me lembra aquela paródia dos Simpsons sobre um musical do clássico “O Planeta dos Macacos”, entitulado “Pare o planeta dos macacos que eu quero sair!” e estrelado por Troy McClure (vocês devem se lembrar dele em programas como “Emagreça fumando” e “Sinta-se confiante, estúpido!”). Engraçadíssima cena! Procura na Internet que deve ter algum vídeo pra baixar.
E para quem já não agüenta mais ouvir falar de “Homem-Aranha” e quiser ver outra coisa no cinema, deixe-me recomendar “Matadores de Velhinhas” o novo filme dos irmãos Cohen (refilmagem de “Quinteto da Morte”, de 1955, com Peter Sellers e Obi-Wan Kenobi). Essa versão tem Tom Hanks (fazendo sua melhor imitação de Alec Guiness), J.K. Simmons (que é o J.J.J. no “Aranha 2”) e Marlon Wayans (xingando muito bem). Pra quem gosta de comédias um pouco estranhas (típicas dos irmãos Cohen), com muita música Gospel e muita ironia boba, então esse filme é pra você!
Escrito por Augusto às 10h13
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"ESSA CAPA ME DÁ URTICÁRIA!"
Não tenho ido ao cinema ultimamente... Pra falar a verdade, ao contrário do que muitos pensam, nunca fui de ir ao cinema toda hora... Sou cinéfilo, mas um interessado só no que me diz respeito. Não vi “Tróia”, “O Dia Depois de Amanhã”, “Shrek 2”, “Cazuza” ou “Harry Potter”... E quer saber? Ainda bem! O cinema tem sido muitíssimo bondoso comigo ultimamente, como não tem sido há muito tempo! Tão bondoso que não me deixou ver esses filmes aí citados para que eu não pudesse me decepcionar (esse tipo de filme blockbuster-hollywood eu deixo pra ver quando chega no Telecine!). E os que eu vi foram excelentes! Sem nenhum arrependimento de ter gastado minha graninha neles!
Esse post é pra comentar sobre o mais recente lançamento que vi e o único filme de férias que eu estava com vontade de conferir: “Homem-Aranha 2”. Devo dizer que mais uma vez não me decepcionei.
Digo logo que se você gostou do primeiro “Homem-Aranha” vai gostar pra caramba também do segundo! Tudo do 1º filme está de volta. Dos atores ao compositor da música. Dos produtores à velhinha que serve o cafezinho e isso é um ponto positivo! Detesto seqüência que despreza a equipe criativa do filme original (com raríssimas exceções). A diferença é que aqui os temas emocionais são bem mais aprofundados, o que faz com que algumas pessoas chegassem a comparar essa diferença com a que existe entre o 1º “Guerra nas Estrelas” com “O Império Contra-Ataca”. Não exageremos! Mas que o filme se destaca por ser muito mais íntimo é verdade (dá pra ficar com um nó na garganta em algumas cenas! E eu nem sou fã!).
Não vou ficar repetindo tudo o que já disseram em outras críticas sobre “esse filme é sobre o Peter Parker”. Ao invés disso vou me preocupar em dizer no que o filme mais me chamou atenção e fizesse com que eu o adorasse. Puro e simples motivo: ele desenterra aquele nerd que gosta de histórias em quadrinhos e que jaz latente dentro de todos nós. A mesma criança que não perde aqueles filmes de aventura toscos da Sessão da Tarde.
E não é exatamente isso que “Homem-Aranha 2” é? A começar pela direção de Sam Raimi, mais conhecido por seus filmes da série “Uma Noite Alucinante”. Ele coloca algumas características tão suas no filme (além do Oldsmobile 73 amarelo, da serra elétrica e de Bruce Campbell) que acabam dando à obra um ar kitsch, caracterizando-o realmente como um filme dirigido pelo doido do Raimi (que só trabalha no set de terno e gravata!).
Há algumas críticas de minha parte... Os efeitos especiais estão mais caros, mas infelizmente mais plásticos do que o primeiro filme, se é que vocês me entendem. Baques surdos já são marca registrada de “Jurassic Park”... Use algo mais original da próxima vez! E também achei que o Parker podia mostrar que é o Aranha pra Tia May... Ela ficou achando que seu sobrinho era um covarde após o conflito na banco, não? E cadê as piadinhas que o Aranha faz? Nos quadrinhos ele é o maior sacana... No filme só faz umas 2 piadinhas e só! Babaquice de minha parte achar que o título original podia ter sido mantido: “The Amazing Spider-Man” (uma piscadela para os gibis) ao invés do simplório “2”... Por falar em babaquice, não achei que teve nada de errado com a seqüência “Raindrops Keep Fallin’ on my Head”... Excelente música em uma das cenas mais memoráveis do ano (o velhinho que passa atrás do Parker é o Steve Ditko?).
O que mais eu posso dizer sem revelar muita coisa? Stan Lee (se você não sabe quem é, por favor, vá ler um gibi da Marvel e agradeça por este cara existir!) está de volta e salva mais gente dessa vez também. J. Jonah Jameson (o chefe do Aranha) rouba algumas cenas! Se ele aparece na tela eu já começo a rir! Ah, e se você for fã, vai notar os 3 vilões que aparecem na tela além do querido Doutor Octopus.
Fecho essa palhaçada com o final de uma crítica do JB sobre o filme com a qual eu tive que concordar: “tudo isso para dizer que por trás de um garoto, leitor de gibis, de lentes grossas, vive aquilo que a correção política - a mesma que vende um Che Guevara de papel e um Cazuza ultralight como seus símbolos - não tolera: um herói.”
E para quem já viu e teve vontade de ler alguns gibis (o filme serve pra Marvel poder ganhar um dinheirinho também, né?) me cabe recomendar algumas leituras pra vocês. O primeiro é a mini-série “Homem-Aranha: Azul”, onde Parker relembra de seus momentos com Gwen Stacy (sua 2ª namorada, morta pelo Duende Verde) em uma narrativa melancólica e cheia de ressentimentos (literatura da boa!). A série é recente e pode facilmente ser encontrada em lojas de gibi.
Outra mini-série que tenho que mencionar é a aclamada “Marvels”, com arte toda feita por Alex Ross, que também fez os desenhos na abertura do novo filme. Esta série revolucionou, pois contava a estória através de pinturas extremamente realísticas dos super-heróis da Marvel que conhecemos. A mini-série seguia o ponto de vista de um repórter que vivia em uma NY cercada de super-seres como o Quarteto Fantástico, os X-Men e é claro, o Homem-Aranha. Uma visão realística de como seria o mundo se fosse habitado por estes super-heróis. Espetacular! É meio raro de achar, mas se procurarem direitinho vocês acabam encontrando.
Escrito por Augusto às 21h38
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"JÁ TERMINOU SEUS AFAZERES?"
Todos conhecem o anúncio dos supermercados Champion? “É preço, é perto, é campeão”? Não é muito difícil vê-lo na TV... Pois já há algum tempo havia eu notado algo um pouco estranho nessa tal peça publicitária. Os marketeiros adotaram 3 “garotos-propaganda” pros anúncios. Taí um exemplo embaixo:

Não dá pra dizer, pois a resolução da foto é uma droga, mas a maioria desses “garotos-propaganda” partilham de suas características físicas com o que vem escrito em suas camisetas. Por exemplo, o “preço” é um baixinho, o “campeão” é um cara fortão. Mas e o “perto”?
Olha que sacanagem desses publicitários preconceituosos!
O “perto” é interpretado por um sujeito afro-brasileiro, com uma cara que faz lembrar nosso querido falecido Mussum. Já percebeu? Então troca de lugar o “R” e o “E” da palavra. Sacou? “PERTO” vira “PRETO”! Que agência neo-nazista criou esse apartheid da propaganda? Mais um motivo para não gostar de publicidade!
ATENÇÃO: Piadas Internas a seguir!
Clique na imagem e veja o próximo livro de Nestor Capoeira! Promete ser um best-seller, embora não concorde com sua guinada de livros didáticos de capoeira para estórias de ficção-científica!
P.S.: Obrigado ao PV pela foto!
E que diabos de remédio é esse que aumenta sua cabeça e te transforma num “porralouca” (dito com a melhor das intenções!)? Clique na imagem para ver de perto!
P.S.: Obrigado ao Eduardo pelo remédio. Por que ele está tomando isso é um mistério!
ATUALIZAÇÃO:
Faleceu hoje o genial Marlon Brando, que em minha humilde opinião era um dos melhores atores de todos os tempos. Brando foi internado ontem em um hopital em Los Angeles e a causa de sua morte não foi divulgada. O ator despontou para o estrelato com "Uma Rua chamada Pecado" de 1951, seguindo com os sucessos como "O Selvagem" (veja a capa de "Sgt. Pepper's" para mais detalhes) e "Sindicato de Ladrões" (1954) pelo qual ganhou seu 1º Oscar. Mas a partir de "O Poderoso Chefão" (1972), começou a se destacar como sendo um contestador do modo de vida hollywoodiano... Não aceitou 2 de 3 Oscars ganhos, foi um dos maiores defensores dos direitos dos nativo-americanos e vivia sua vida privada recluso em sua ilha particular.
"Eu não quero espalhar a manteiga de amendoim que é a minha personalidade no pão mofado que é a imprensa comercial. Não há nada mais repugnante do que ver atores na televisão falando sobre suas vidas pessoais."
-- Marlon Brando.
Escrito por Augusto às 16h36
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