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   "HÁ MUITO TEMPO...."

Acho que os visitantes puderam notar a “plástica” que o blog recebeu nos últimos dias. Tudo isso pra comemorar o fim da história que me acompanha desde a infância e cisma em ficar na minha cabeça até hoje. Esse sentimento eufórico, infantil e saudosista que sempre aparece em ano de filme geralmente me rende olhares curiosos. Alguns ainda se assustam com a minha tara pela Saga, outros já estão acostumados (mas não entendem bem o motivo) e tem ainda os que acham que eu levo esse tipo de cinema a sério. Os três tipos precisam abrir os olhos para o que realmente me faz gostar disso.

Já estou providenciando uns textos especiais para comemorar o “Episódio III”, mas enquanto eles não vêm, gostaria de partilhar com vocês algo que um amigo escreveu (excepcionalmente, por sinal; provavelmente o melhor artigo sobre “Guerra nas Estrelas” que eu li esse ano) e pode muito bem descrever mais ou menos o sentimento que eu tenho por cinema e pela Saga.

O Oswaldo escreveu isso pro site dele que, aliás, está aí do lado nos links (Valise de Cronópio). Mas como pode passar despercebido por certos leitores, gostaria de chamar a atenção do artigo dele nesse post. Segue um trecho abaixo... POR FAVOR, clique no link para ler o artigo todo. Vale o seu tempo!

Em todo o mundo as pessoas se entregam de corpo e alma a esportes de competição, liberando as emoções sem limites, rindo, chorando, gritando, pulando, festejando de forma alucinada e catártica com a vitória dos grupos que veneram desde a infância. Eu nunca gostei de futebol nem de esportes coletivos. Por isso nunca soube nem de perto o que é sentir esse tipo de emoção por um esporte ou por um time.

Porém sinto a mesma catarse alucinada por outro universo: o cinema. Desde que me entendo por gente amo, venero, respiro cinema. Estudei a sétima arte metade da minha vida – academicamente ou por conta própria – e fiz dela minha profissão, seja como crítico, roteirista, fotógrafo ou professor. Além disso, tenho muito orgulho de saber separar os filmes que me dão puro prazer (e que nem sempre têm alguma qualidade artística) das obras perfeitas, com qualidades objetivas inegáveis, que falam mais alto que os gostos pessoais de qualquer um. Nem sempre esses dois caminhos se cruzam, mas às vezes me encontro nessas fantásticas encruzilhadas, como no caso dos filmes de Alfred Hitchcock ou Stanley Kubrick, só para citar alguns.

 

Há muito tempo atrás, numa segunda-feira, dia 30 de janeiro de 1978, então com 12 anos de idade, fui ao cine São Luís, no Largo do Machado, assistir ao filme que estreava então, um tal de “Guerra nas Estrelas” de um certo George Lucas... CONTINUA>>>

 

 

P.S.: Obrigado, Oz, por me deixar colocar esse trecho aqui. A gente se fala logo. Um grande abraço!



 Escrito por Augusto às 20h09
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   "POLÍCIA DO MUNDO"

Sexta-feira fui ao tal Vivo Open Air para ver o novo filme de Trey Parker, “Team America: Detonando o Mundo”. O filme é uma belíssima paródia aos insuportáveis filmes de ação descerebrados que Hollywood cospe na gente, cheios de situações ridículas, patriotismo rasgado e baladas grudentas. Mas daí nasce a genialidade do diretor Parker e do co-criador do filme Matt Stone: a paródia é feita não só torcendo as situações clichês que esses filmes têm de sobra, mas fazendo tudo no estilo “Thunderbirds”, com marionetes e miniaturas no estilo do seriado clássico dos anos 60.

O filme abriu e nem com cinco minutos de projeção, meu fiel escudeiro Rodolfo (ou será que EU sou o escudeiro DELE?) me afirma: “Isso tá me cheirando a um clássico!”. Não sei se devo ir tão longe, mas com certeza “Team America” é a melhor comédia que eu vejo nos cinemas em anos! E o humor é todo tão sutil que você acaba rindo do que você não riria se tudo aquilo tivesse sido estrelado pelo Schwarzennegger. O filme é anárquico e toca em cada lugar-comum possível digno de Sessão da Tarde ou Domingo no Cinema (da Rede Record!). Os heróis destroem patrimônios mundiais como o Louvre e as Pirâmides para tentar acertar os perigosos terroristas e a única coisa que conseguem dizer é: “Droga, eu errei!”. Espetacular!

Como são obrigatórios números musicais em filmes do Trey e do Matt (seus créditos anteriores incluem “Canibal: O Musical”; “Capitão Orgazmo” e “South Park”), “Team America” oferece excelentes oportunidades de sacanear as músicas do filão hollywoodiano. Desde o tema estilo “Rocky” para os bonecos saírem destruindo tudo até a balada de amor que é quase um clipe da MTV quando começa a tocar na tela. Minha dica é para vocês baixarem e escutarem o tema principal “America! Fuck, yeah!”, “Pearl Harbor Sucks”; “Everyone has AIDS” e “I’m so Ronery”, canção interpretada pelo ditador da Coréia do Norte, Kim Jong Il.

Estão dizendo por aí que essa pérola vai sair direto em DVD no Brasil, então fiquem de olhos abertos em suas locadoras. Vale muito a pena!


Sempre me perguntei se o ambiente impróprio no qual se vê um filme acaba interferindo com sua opinião final sobre o mesmo. Acho que não, porque eu gostei bastante de “Team America”... E odiei bastante o Vivo Open Air. Minha opinião: aturar um calor desgraçado, cadeiras desconfortáveis, som vazado, ambiente lotado e tela não tão enorme quanto anunciam não vale R$13. E de vez em quando ainda passa um tratorzinho barulhento que recolhe o cocô de cavalo da pista. Já estou desistindo da idéia de voltar lá para ver “Vida Aquática com Steve Zissou”... Vou ou não vou?


Consegui com pouco menos de um mês de antecedência a trilha sonora de “Star Wars Episódio III”. Pra quem não sabe, 60% da graça que esses filmes têm pra mim é por causa da excelentíssima música de John Williams. O “Episódio III” está épico, sombrio, mas lá pelo final, vem aquele conforto emocional que deixa os fãs mais fracos com lágrimas nos olhos. Claro que um pouco de contexto seria ótimo, mas por enquanto, quase qualquer coisa que o Williams escreve vai muito bem comigo. A trilha será lançada dia 3 de maio nos EUA.



 Escrito por Augusto às 20h30
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   BRUNDLEFLY TNT!

Estou precisando de grana dos meus amigos mais solidários para duas viagens internacionais que eu tenho que fazer “a negócios”:

A primeira é para ver o fantástico novo musical na Broadway intitulado “Monty Python’s SPAMALOT”. É nada menos que a versão musical do clássico cult e melhor filme dos comediantes ingleses (quem me conhece e não sabe o que é “Monty Python”, abaixe suas cabeças de vergonha!). A história é a que todo mundo já conhece... Os cavaleiros da távola redonda são indicados pelo próprio Deus para procurar o cálice sagrado e têm que enfrentar guerreiros teimosos, freiras ninfomaníacas, coelhos assassinos, o mago Tim, os lendários cavaleiros que dizem NI!, a terrível besta negra de “Aaaarghhhh!” e camponeses com idéias comunistas... Tudo em canções inéditas (pelo menos em sua maioria) composta pelo ex-integrante do Python, Eric Idle (ele escreveu toda e qualquer canção que vocês escutam nos filmes deles).

O elenco é de primeira e conta com alguns “famosos” da Broadway e da TV, como Hank Azaria (a voz do Apu e de outros em “Os Simpsons”), David Hyde Pierce (da série “Frasier”) e o inigualável Tim Curry, o eterno Dr. Frank-N-Furter de “The Rocky Horror Picture Show”. Detalhe: Ingressos esgotados até o fim do ano!


Falando em Python, estava eu navegando por um desses fóruns de internet da vida quando me deparei com a seguinte trivialidade: vocês sabiam que o termo “spam”, usado pra identificar e-mails indesejados na internet, foi batizado assim por causa de um sketch no velho programa de TV dos Python há mais de 30 anos? Se é verdade eu não sei, mas o sketch era mais ou menos assim: Uma personagem começava a falar, e então, do nada, uma outra começava a gritar “SPAM!” e falar uma porção de baboseiras bem ao estilo que fez o programa ficar famoso. No final, era todo o elenco gritando “Spam!” e a personagem principal não agüentando mais ouvir o que não queria. Confesso que não lembro de ter visto tal quadro. Tem como alguém aí confirmar isso?


Aproveitando que no futuro recente eu posso estar indo pra Broadway (depende de vocês, leitores!), posso até aproveitar e comprar ingressos para a ópera do filme “A Mosca”, que está nesse momento sendo produzida pelo excelente diretor do filme homônimo de 1986, David Cronenberg, e pelo compositor da trilha do mesmo filme, Howard Shore. Imagino as músicas... “Socorro, meu bebê é uma larva gigante!”, “Quem tem medo de mergulhar na piscina de plasma?” e a linda balada “Meu pequeno armário do banheiro.”. Ah, a ópera! Eu adoro a cultura clássica!


A segunda viagem eu admito... Não é tanto pra negócios... Trata-se da “JAWSFest 2005, festa que homenageia os 30 anos do meu querido filme “Tubarão”. A homenagem será em Martha’s Vineyard, ilha na costa de Massachusetts, onde a maior parte das externas do filme foi rodada. Interessante notar que, 30 anos atrás, a mesma população da ilha fazia um abaixo assinado pra tirar a produção do filme do local alegando prejuízo por causa das áreas que foram ocupadas durante o verão. Parece até a história do filme, né? Moradores querem se livrar de força desconhecida porque a economia está indo pras cucuias! Hoje, a população está de braços abertos para nós, fãs fanfarrões que querem ver ao vivo os locais hoje imortalizados pela obra-prima de Steven Spielberg.
A programação conta com “tours” pelas locações do filme, palestras e noite de autógrafos com as celebridades locais e que trabalharam na produção e, é claro, exibições diárias do filme no porto da ilha. Presenças confirmadas: Carl Gottlieb, o roteirista e autor do excelente livro “The JAWS Log”; Peter Benchley, o autor do livro; Joe Alves, o desenhista de produção e Roy Scheider, estrela do filme.

Martha’s Vineyard vai virar mais uma vez Amity Island!



 Escrito por Augusto às 16h10
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