28 ANOS...
Estou emocionalmente exausto! Exausto e chocado! O círculo está completo... Mesmo sabendo da história desde criança, ter lido o roteiro, visto fotos, escutado a trilha e sabido até mesmo de detalhes que poderiam tornar a experiência menos impactante, o filme conseguiu me emocionar, fazer chorar, torcer e finalmente chocar. É isso mesmo! CHOCAR! Mesmo sabendo de cada morte e de cada queda, quando o inconfundível semblante de Darth Vader toma a tela, não tem como não ficar com a boca aberta. Assim como as cenas do extermínio, das discussões, da criação do Império e do destino dos gêmeos. Não há como não deixar de ficar todo arrepiado quando o imperador fala de sua maneira única: “Lord Vader”. Não há como não derramar uma lágrima sequer quando o ódio de Anakin pelo seu Mestre Obi-Wan é expresso. Não há como não ficar extremamente emocionado quando o pequeno Luke é entregue aos seus tios.
É difícil escrever com imparcialidade porque eu ainda estou digerindo o novo episódio. Não dá pra sair da primeira sessão e analisar tudo. Eu geralmente demoro de um a dois anos para dar meu veredicto final sobre um novo “Guerra nas Estrelas”. Mas uma coisa eu posso dizer com certeza, nunca fiquei tão emocionado vendo um filme da série. É claro que isso vai variar de um espectador para outro. Aqui quem fala é um fã de anos de “experiência” que ama esses filmes incondicionalmente, apesar de seus defeitos (e há muitos!).
E uma surpresa: George Lucas finalmente mostra que evoluiu e amadureceu como cineasta. Sua técnica nunca esteve tão boa. Onde ele aprendeu a mexer a câmera daquele jeito? Vendo Kubrick? Fincher? Tarantino? Ele faz tomadas espetaculares (a primeira já me faz ficar arrepiado só de pensar) e mostra que seu estilo é bem diferente do que ele mostrou 6 anos atrás. Até o humor infantilóide está mais contido e, ouso dizer, realmente engraçado nesse filme.
Embora alguns críticos estejam dizendo que os diálogos e os atores como sempre não estão convincentes, eu achei que todos eles se saíram muitíssimo bem. Principalmente MacGregor (Kenobi), Christensen (Skywalker) e McDiarmid (Palpatine). Tiro meu chapéu para esse trio. Sam Jackson (Windu), Anthony Daniels (C-3PO) e Frank Oz (Yoda) fazem um ótimo trabalho como sempre. A única que continua deixando a desejar é Natalie Portman, que pelo menos melhora um pouco as suas péssimas leituras dos últimos episódios. E não tem como sentir aquela pontinha de familiaridade quando o querido Chewie faz sua ponta estendida! “My favorite fuzzball!”
É... Ainda não dei por mim que acabou...
Não consigo resumir em palavras tudo que “Guerra nas Estrelas” significou e significará para mim. Chamem de escapismo, diversão, mania ou até mesmo estupidez, o fato é que esses filmes vão ficar em meu coração por muitos e muitos anos. Não consigo escrever mais nada, só acho que devo dizer algo para alguém:
Muito Obrigado por tudo, Sr. Lucas! Muito Obrigado mesmo!

Foi divertido:
25 de maio de 1977 – 19 de maio de 2005
Escrito por Augusto às 15h18
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